Revista Oeste
O deserto iraniano tornou-se o cenário de uma caçada humana estratégica neste sábado, 4. Tropas dos EUA e do Irã travam um embate logístico para localizar o último tripulante de uma esquadrilha alvejada na véspera. O militar ejetou de uma das duas aeronaves da Força Aérea norte-americana que caíram em território inimigo, na sexta-feira 3. Até o momento, as equipes de salvamento norte-americanas conseguiram extrair outros dois oficiais que também saltaram dos cockpits atingidos. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste A perda dos jatos militares impôs um revés severo ao Pentágono. Pouco tempo antes do incidente, o secretário Pete Hegseth assegurou publicamente o domínio pleno do espaço aéreo da região. O governo de Donald Trump reagiu ao desastre enviando reforços aéreos imediatos para a zona de conflito. Especialistas acreditam que o sobrevivente utilize dispositivos de socorro integrados ao seu traje para orientar os batedores ocidentais. Recompensa por captura e ironia diplomática A Guarda Revolucionária do Irã varre a porção sudoeste do país na tentativa de capturar o aviador antes dos comandos norte-americanos. A mídia estatal de Teerã incentiva a população civil a colaborar com a busca, oferecendo uma gratificação superior a US$ 60 mil — cerca de R$ 300 mil — pela entrega do "agressor" com vida. O governador da província local chegou a prometer condecorações oficiais para quem neutralizar ou detiver os militares estrangeiros. https://www.youtube.com/watch?v=RxamkqoRyhc O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, utilizou o episódio para ridicularizar a estratégia da Casa Branca . Segundo o líder, a agenda externa de Washington degradou-se de uma tentativa de derrubada de governo para uma busca desesperada por pilotos perdidos. Manifestações populares nas ruas de Teerã celebraram a destruição das máquinas de guerra, enquanto fotos de ferragens retorcidas circulam como troféus de guerra nos canais de comunicação oficiais do regime. Detalhes das baixas e resgate sob fogo As baixas confirmadas incluem um caça multifunção F-15E e um jato de ataque ao solo A-10 Thunderbolt II. O primeiro caiu na região central do Irã com dois tripulantes, dos quais apenas um retornou à base. O segundo modelo, conhecido pela letalidade contra blindados, foi interceptado pela defesa integrada nas proximidades do Estreito de Ormuz. O ocupante único desta aeronave foi retirado da água em segurança. A missão de resgate ocorre sob condições extremas. Durante as tentativas de localização, disparos iranianos atingiram dois helicópteros Blackhawk dos Estados Unidos. Apesar das avarias, as tripulações das aeronaves de transporte conseguiram cruzar a fronteira e sair da zona de perigo. Donald Trump mantém o discurso de que o imbróglio não encerra as tratativas diplomáticas, mas a realidade no campo de batalha sugere uma intensificação drástica das hostilidades. Leia também: "Trump lança ofensiva anticorrupção em Estados democratas" O post Corrida pela vida: EUA e Irã disputam resgate de piloto apareceu primeiro em Revista Oeste .
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