Revista Oeste
O governador interino do Rio de Janeiro , desembargador Ricardo Couto, encontra dificuldades para reestruturar a equipe do governo. Ele já realizou algumas mudanças no primeiro escalão, mas quer aprofundar as alterações. No entanto, o cenário atual do Rio de Janeiro cria dois grandes complicadores para a atração de figuras: a incerteza sobre quanto tempo durará o governo interino e os salários, considerados pouco atrativos para profissionais da iniciativa privada. A atenção agora se volta para o próximo dia 8, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) deve definir o formato da eleição para o mandato-tampão no Rio de Janeiro. Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador do Estado em 23 de março. A intenção dele é concorrer ao Senado nas eleições gerais deste ano, apesar de estar inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral . A Justiça Eleitoral, no entanto, puniu o ex-governador por abuso de poder político e econômico em um caso que envolve a contratação de milhares de servidores públicos sem transparência. Vereador acusa Cláudio Castro de incompetência na gestão | Foto: Rafael Campos/Governo do Rio de Janeiro Mudanças do governador interino O governo tampão começou a publicar nesta semana, no Diário Oficial, as mudanças no gabinete, que tem orçamento anual de R$ 64 milhões. Desde então, Couto exonerou 24 pessoas, entre cargos de chefia e funções de apoio. Na Controladoria-Geral do Estado (CGE), Demetrio Abdennur Farah Neto foi exonerado e substituído pelo advogado Bruno Campos Pereira, até então subsecretário de Contabilidade. + Leia mais notícias de Política em Oeste No Instituto de Segurança Pública (ISP), a delegada Marcela Ortiz deixou o cargo, dando lugar à pesquisadora e economista Bárbara Caballero de Andrade. Couto também dispensou Bráulio do Carmo Vieira da Secretaria Extraordinária de Representação em Brasília e nomeou, para a função, o advogado Gustavo Alves Pinto Teixeira, ex-desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). Já no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o novo secretário, Lisandro Leão, assumiu o posto em meio à instabilidade política no estado. Diante da possibilidade de novas eleições e sem clareza sobre quanto tempo ficará no cargo, o delegado iniciou um pente-fino em diferentes áreas da pasta, incluindo programas como o Barricada Zero, contratos e nomeações para cargos de confiança. A maioria dos desligados é da área de segurança: dez policiais civis, da ativa ou aposentados, seis policiais militares, também da ativa ou da reserva, além de um policial federal aposentado e uma bombeira militar. O post Governador do RJ tem dificuldade para montar equipe apareceu primeiro em Revista Oeste .
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