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Dois casos de intolerância contra judeus são registrados no Rio durante o Pessach
Jornal O Globo

Dois casos de intolerância contra judeus são registrados no Rio durante o Pessach

Em plena semana de Pessach, período em que os judeus celebram a libertação dos hebreus da escravidão no Egito, dois casos de intolerância chegaram à Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj). Um dos episódios ocorreu ontem na loja Delly Gil, na Cobal do Leblon, onde uma cliente contou ter perguntado por que não tinha matzá, um pão plano e crocante, sem fermento, muito consumido nesses dias. Segundo ela, um funcionário respondeu em voz alta que não comprava mais produtos judaicos porque estava “cansado dos judeus”. A vítima afirmou que procurou a gerente da loja, que pediu desculpas. Polícia Civil intercepta utilitário usado em furtos de motos na Zona Sul Governador interino do Rio quer fazer mudanças, mas não consegue atrair nomes de peso Procurada, a delicatessen não atendeu às ligações, mas publicou uma nota oficial no Instagram, lamentando o episódio. O caso repercutiu nas redes sociais, provocou revolta na comunidade e deu origem a uma campanha de boicote ao estabelecimento. Initial plugin text A Fierj informou que notificou extrajudicialmente a loja, com prazo de três dias, para que a empresa apresente manifestação formal sobre os fatos. Segundo a federação, um representante da entidade acompanhará a vítima à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) para fazer o registro na segunda-feira. — Não são casos isolados. Ambos aconteceram em regiões distintas do Rio e no período de Pessach. Críticas às guerras são legítimas, mas não é isso que essas ações representam — disse Bruno Feigelson, presidente da Fierj, referindo-se à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Caso Lapa O segundo episódio ocorreu na Lapa. No perfil do bar Partisan, que se apresenta como um “ambiente antifacista”, foi publicada uma foto com a mensagem em inglês numa placa em frente ao estabelecimento: “Cidadãos dos EUA e de Israel não são bem-vindos”. A denúncia foi recebida pelo vereador Pedro Duarte (PSD), que acionou a Secretaria municipal de Proteção e Defesa do Consumidor. — É fundamental agir rapidamente para que as pessoas não normalizem esse tipo de ocorrência. São casos que chocam, são graves, e não podemos deixar que evoluam para violências maiores — afirmou Duarte, presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara de Vereadores. O GLOBO não localizou os representantes do Partisan. Quem também recebeu denúncias sobre os casos foi o vereador Flávio Valle, presidente da frente parlamentar de combate ao antissemitismo da Câmara Municipal do Rio. O vereador informou que encaminhou um ofício ao secretário de Ordem Pública, Marcos Blechior, solicitando a cassaçãodo alvará do bar da Lapa. Segundo ele, ainda será prestada uma queixa formal na delegacia. — É inadmissível, em 2026, um estabelecimento proibir a entrada ou atendimento de pessoas por sua origem ou crença. Seguiremos com todas as medidas legais necessárias — afirmou. Initial plugin text

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