Jornal O Globo
No quarto dia da Missão Artemis II, a primeira a mandar astronautas em direção à Lua em cinco décadas, os astronautas veem a Terra se distanciar de suas janelas, enquanto fazem os preparativos para um sobrevoo histórico. Em uma videochamada, um dos tripulantes comparou a jornada à sensação de de “cair do céu”, e novas imagens foram divulgadas a bordo da espaçonave. Quando astronautas da Nasa chegam à Lua? Veja o roteiro da missão Artemis II, que pode atingir maior distância já percorrida por humanos Irmãs no espaço? Separadas por 50 anos, Artemis herda prédio, engenharia e até a física das missões Apollo Em uma das imagens, intitulada "Pensando em você, Terra", o comandante da missão, Reid Wiseman, aparece no local mais frequentado pelos tripulantes na jornada: a janela da cápsula Orion. Nas declarações à imprensa e ao comando da missão, Wiseman, Jeremy Hansen, Victor Glover, e Christina Koch descrevem o nosso planeta — onde toda a História humana se desenvolveu ao longo de milhares de anos — como uma das imagens mais impressionantes de suas vidas. Comandante da Missão Artemis II, Reid Wiseman, observa a Terra pela janela da cápsula Orion Nasa/Divulgação Em declarações à imprensa, Hansen, primeiro astronauta não americano em uma jornada à Lua, mencionou a manobra conhecida como injeção translunar, que coloca a nave em trajetória rumo à Lua, executada na quinta-feira com um bem-sucediddo acionamento dos motores. — Tive a sensação de que estávamos caindo do céu em direção à Terra, e disse ao Reid: "Parece que vamos nos chocar contra ela" — afirma. — É incrível. Na verdade, a evitamos (...). Estava tão perto (...). Foi realmente fenomenal. Christina Koch, especialista de missão da Artemis II, olha pela janela da cápsula Orion Nasa/Divulgação Na sexta-feira, os astronautas ouviram do comando da Nasa que estavam mais perto da Lua do que da Terra, e na noite deste sábado a espaçonave estava a quase 300 mil km de distância do nosso planeta. Na conversa com os jornalistas, Hansen afirmou que espera observar o lado oculto da Lua e presenciar "um eclipse do Sol atrás da Lua", deixando uma mensagem às novas gerações, incentivando-as a “seguir suas paixões" e a "compartilhá-las com os outros". — Para alcançar grandes coisas como o que estamos fazendo nesta cápsula, viajar até a Lua, voar ao redor da Lua, é preciso ter uma grande equipe por trás. E isso vale para todos nós em nossas vidas — afirma. Equipe da Artemis II durante a jornada para a Lua, a bordo da capsula Orion Nasa/Divulgação A travessia até a chamada “esfera de influência lunar” — ponto em que a gravidade da Lua passa a predominar — deve levar cerca de três dias. Durante esse período, os astronautas também testam novos trajes espaciais, projetados para garantir sobrevivência por até seis dias em caso de despressurização. A chegada às proximidades da Lua está prevista para a noite de segunda-feira, quando a a tripulação iniciará a fase de observação do satélite, incluindo regiões do lado oculto nunca vistas diretamente por humanos. Nasa lança missão Artemis II, que fará primeiro sobrevoo tripulado da Lua em 53 anos A Artemis II segue uma trajetória chamada “retorno livre”, que utiliza a gravidade lunar para trazer a cápsula de volta à Terra sem necessidade de acionamento dos motores. O percurso em formato de “oito” garante não apenas eficiência, mas também segurança em caso de falhas no sistema de propulsão. Se mantido o cronograma, a missão Artemis II deve atingir a maior distância já percorrida por seres humanos em relação à Terra, superando o recorde da missão Apollo 13, em 1970. Na ocasião, apesar de não conseguir pousar na Lua devido a problemas técnicos, a tripulação estabeleceu a marca que permanece até hoje.
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