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EUA intensificam ações contra narcotráfico na América do Sul
Revista Oeste

EUA intensificam ações contra narcotráfico na América do Sul

Preocupações sobre o avanço chinês em setores estratégicos e o combate a cartéis do narcotráfico estão no centro da pauta do Comando Sul dos Estados Unidos, liderado desde fevereiro pelo general Francis L. Donovan. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Em audiências no Congresso norte-americano realizadas nos dias 17 e 19 de março, o militar detalhou as prioridades do órgão. Ele intensifica seu foco na América do Sul e defende alinhamento com políticas de Donald Trump, que divergem das diretrizes adotadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Donovan destacou a influência crescente da China na mineração de terras raras. Ele ressaltou que o Brasil detém 23% das reservas mundiais conhecidas desse recurso e ocupa papel-chave na região. O general também levantou preocupações com a presença chinesa em projetos como o Canal do Panamá, portos estratégicos e um cabo submarino no Chile, além de citar ativos minerais no Cone Sul como de interesse norte-americano. Operações militares e tensões regionais General Francis Donovan, líder do Comando Sul dos EUA | Foto: Divulgação/U.S. Marine Corps Desde novembro, o Comando Sul intensificou ações militares no Caribe, no Pacífico e na fronteira norte da América do Sul, com operações que resultaram em 47 ataques a embarcações ligadas ao narcotráfico. As ofensivas incluem ainda a apreensão de petroleiros de frota fantasma. Em 3 de janeiro, tropas dos EUA capturaram em Caracas o ditador venezuelano Nicolás Maduro, acusado de envolvimento com tráfico de drogas. O episódio gerou desconforto no governo brasileiro e levou o presidente Lula a cobrar reforço no poder de dissuasão das Forças Armadas nacionais diante do cenário regional. https://www.youtube.com/watch?v=-K-UV_2jWL0 Durante audiências, o deputado republicano Lance Gooden, integrante do US-Brazil Caucus, questionou Donovan sobre os impactos da aproximação entre o Brasil e a China. O general avaliou que essa relação afeta a parceria entre Washington e Brasília e citou o cancelamento da Operação Formosa em 2025, em razão da presença chinesa. “Temos, nos níveis mais baixos, um relacionamento muito bom [ com as Forças Armadas do Brasil ], afirmou Donovan. "Este ano, os chineses não estão participando e nós estaremos." Avanço militar dos EUA e combate ao narcotráfico Depois de visita surpresa a Caracas, Donovan reuniu-se com generais venezuelanos e a presidente interina Delcy Rodríguez. O oficial relatou que as autoridades venezuelanas permitiram que forças norte-americanas inspecionassem dois navios no porto da capital. Donovan também esteve no Equador, onde se encontrou com o presidente Daniel Noboa, alinhado ideologicamente a Trump. No Congresso dos EUA, parlamentares expressaram preocupação sobre possíveis operações semelhantes em Cuba, mas Donovan negou planos para repetir, na ilha, a ação que capturou Maduro. Em suas exposições, o general utilizou o conceito de “narcoterrorismo” e alegou que 13 organizações estrangeiras promovem violência, corrupção e tráfico na região. Leia também: "Os exércitos das sombras" , reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 316 da Revista Oeste Desde setembro de 2025, sob ordem de Trump, a Operação Lança do Sul combate esses grupos, 14 deles classificados como terroristas pelo Departamento de Estado. Embora não tenha citado diretamente o Brasil, há estudos para incluir o PCC e o Comando Vermelho nessa lista. O post EUA intensificam ações contra narcotráfico na América do Sul apareceu primeiro em Revista Oeste .

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