Revista Oeste
O Impostômetro, painel localizado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no Centro Histórico da capital paulista, alcançou a marca de R$ 1 trilhão na última semana de março. O valor representa o total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos contribuintes brasileiros aos governos federal, estadual e municipal desde o começo do ano. Em comparação com o mesmo período de 2025, quando o painel registrava R$ 972 bilhões, houve crescimento de 3%. Além disso, a marca de R$ 1 trilhão foi atingida três dias antes neste ano, o que demonstra aceleração no ritmo da arrecadação. + Leia mais notícias de Economia em Oeste Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, o avanço “se deve ao avanço da atividade econômica, que amplia a base de arrecadação, bem como à inflação, já que grande parte dos impostos incide sobre bens e serviços”. De acordo com o economista, o aumento da arrecadação também está ligado à tributação de fundos exclusivos e offshores , à retomada da tributação sobre combustíveis, à reoneração da folha de pagamentos, ao aumento das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O painel foi congelado por alguns segundos para permitir o registro da marca. O Impostômetro está instalado na Rua Boa Vista, 51, próximo ao edifício-sede da ACSP, e os dados também podem ser acompanhados em tempo real pelo site impostometro.com.br . Gastos públicos superam arrecadação de impostos A plataforma Ga$to Brasil, que compartilha o painel com o Impostômetro, informa que os gastos não financeiros (primários) do setor público já ultrapassam R$ 1,3 trilhão no mesmo período, cerca de 30% acima da arrecadação tributária. Para Gamboa, o cenário preocupa, “porque mostra que o Brasil está operando no vermelho mesmo antes de pagar os juros da dívida, o que compromete a sustentabilidade fiscal e pressiona ainda mais a necessidade de ajustes estruturais nas contas públicas”. Como funciona o Impostômetro O Impostômetro considera todos os valores arrecadados pelas três esferas de governo — federal, estadual e municipal — a título de tributos, como impostos, taxas e contribuições, além de multas, juros e correção monetária. Para calcular os valores, o sistema utiliza dados de órgãos como a Receita Federal , a Secretaria do Tesouro Nacional, a Caixa Econômica Federal, o Tribunal de Contas da União e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. As receitas estaduais são apuradas com base em informações do Conselho Nacional de Política Fazendária, das secretarias estaduais de Fazenda, dos tribunais de contas estaduais e da Secretaria do Tesouro Nacional. Já as arrecadações municipais são obtidas por meio de dados da Secretaria do Tesouro Nacional, de municípios que divulgam informações conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal e dos tribunais de contas dos Estados. O painel apresenta os valores totais no país e também permite recortes por União, Estados, municípios e capitais, além de indicadores complementares, como população e custo médio de bens, calculados com base em dados oficiais e pesquisas de mercado. Leia também: “O Brasil se tornou uma armadilha para os investidores” , artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 251 da Revista Oeste O post Brasil termina março com R$ 1 trilhão arrecadado em impostos apareceu primeiro em Revista Oeste .
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