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Jovem recebe tratamento experimental com polilaminina no Tocantins
Revista Oeste

Jovem recebe tratamento experimental com polilaminina no Tocantins

A jovem Sindy Mirela Santos Silva, de 21 anos, tornou-se a primeira paciente do Tocantins a receber a polilaminina, substância experimental estudada para auxiliar na regeneração da medula espinhal. O procedimento foi realizado na última quinta-feira, 2, no Hospital Geral de Palmas (HGP), depois de quase três meses de acompanhamento médico. Moradora de Combinado, no sudeste do Estado, Sindy sofreu um grave acidente de trânsito em 11 de janeiro, na rodovia entre sua cidade e Novo Alegre. Ela teve múltiplas lesões, sete costelas quebradas, fratura no braço direito e compressão medular, o que resultou em paraplegia. Depois de atendimento primário, foi submetida a cirurgia em Palmas, onde recebeu o diagnóstico definitivo. + Leia mais notícias de Saúde em Oeste Diante do quadro, a família começou uma busca por alternativas de tratamento. Foi nesse contexto que conheceu a polilaminina, uma substância experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros. Produzida a partir da placenta humana, ela atua estimulando a reorganização dos circuitos nervosos. O tratamento ainda está em fase de testes clínicos e depende de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ) para uso ampliado. Segundo a pesquisadora responsável pelo estudo, Tatiana Sampaio, “os primeiros resultados são animadores”, com registros de recuperação parcial de movimentos em ensaios com animais e pacientes. Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora responsável pelo desenvolvimento da polilaminina | Foto: Artur Moês/UFRJ Polilaminina está em fase de testes A polilaminina é uma substância desenvolvida por pesquisadores brasileiros a partir da laminina, proteína natural do corpo humano ligada à estrutura e à regeneração de tecidos nervosos, com o objetivo de preservar células ainda viáveis depois do trauma. A pesquisa ainda está em fase experimental. Em janeiro , a Anvisa autorizou a fase 1 do estudo clínico da substância em humanos. Nessa etapa, o objetivo é verificar a segurança do produto em pacientes com trauma raquimedular agudo. Segundo o protocolo autorizado, o estudo prevê cinco pacientes, com idades entre 18 e 72 anos, que tenham sofrido lesões agudas completas da medula espinhal torácica, há menos de 72 horas, e com indicação cirúrgica. A aplicação ocorre diretamente na área lesionada da medula durante o procedimento. Os dados preliminares reunidos ajudam a explicar a expectativa com a substância. Entre 2016 e 2021, oito pacientes com lesões completas receberam a injeção experimental em até 72 horas depois do trauma. Seis deles recuperaram parte ou a totalidade dos movimentos, dois morreram por complicações relacionadas à própria lesão e nenhum apresentou efeitos colaterais. Leia também: “De volta ao próprio corpo” , reportagem sobre a polilaminina publicada na Edição 296 da Revista Oeste O post Jovem recebe tratamento experimental com polilaminina no Tocantins apareceu primeiro em Revista Oeste .

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