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Irã lança novos ataques após Trump alertar sobre reabertura do Estreito de Ormuz | Collector
Irã lança novos ataques após Trump alertar sobre reabertura do Estreito de Ormuz
Jornal O Globo

Irã lança novos ataques após Trump alertar sobre reabertura do Estreito de Ormuz

O Irã lançou novos ataques no Oriente Médio nesta segunda-feira e ameaçou com retaliações "mais devastadoras" depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que a República Islâmica deve reabrir o Estreito de Ormuz. Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos relataram ataques com mísseis e drones na manhã de quarta-feira, enquanto o Irã intensificava sua retórica, ameaçando uma resposta mais "devastadora" caso sua infraestrutura civil seja atacada. Entenda: guerra no Irã ameaça segurança alimentar global e pode deixar mais 45 milhões de pessoas em situação de fome aguda Leia mais: Trump coleciona ameaças de cometer crimes de guerra no Irã, avaliam especialistas Equipes de resgate israelenses recuperaram os corpos de duas pessoas dos escombros de um prédio danificado em um ataque iraniano na cidade de Haifa, no norte do país, nesta segunda-feira. A guerra que eclodiu em 28 de fevereiro com ataques israelenses e americanos contra o Irã se espalhou para os países do Golfo devido aos ataques iranianos e causou um duro golpe na economia global, com aumentos acentuados nos preços do petróleo, que na abertura do mercado nesta segunda-feira ultrapassaram US$ 110 o barril. O Irã continua bloqueando o Estreito de Ormuz, crucial para o trânsito de petróleo, o que levou Trump a alertar no domingo que, se o Irã não abrir "aquele maldito estreito", os iranianos enfrentarão o inferno a partir de terça-feira, às 20h (21h em Brasília). Trump anunciou posteriormente que faria uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira. Embora o presidente tenha afirmado estar perto de um acordo com Teerã, o analista de segurança Danny Citrinowicz considerou que "a perspectiva de um acordo negociado com o Irã, pelo menos nas condições atuais, é quase inexistente". "Jogo perigoso" De fato, o Irã refutou as declarações de Trump em termos duros. "Suas ações insensatas estão mergulhando os Estados Unidos em um inferno na Terra para cada família, e toda a nossa região queimará porque vocês insistem em seguir as ordens de Netanyahu", publicou pouco depois no X o influente presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, referindo-se ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. “Não se enganem: vocês não ganharão nada com crimes de guerra. A única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e acabar com esse jogo perigoso”, acrescentou ele em uma mensagem escrita em inglês. Initial plugin text A Rússia, aliada do Irã, também condenou as ameaças de Trump e pediu a Washington que abandone “a linguagem dos ultimatos” e retorne às negociações, segundo o gabinete do ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov. No entanto, em Teerã, muitos moradores pareciam indiferentes às novas ameaças, de acordo com um jornalista da AFP. Em um parque, alguns jovens brincavam em um piquenique. A poucos metros de distância, dois amigos jogavam frisbee e ouviam música techno. Outro empinava pipa, e um grupo de meninas jogava futebol, com os cabelos soltos e sem véu. Piloto “são e salvo” O presidente republicano anunciou neste domingo que o segundo piloto americano cujo avião caiu no Irã havia sido resgatado. O avião, um caça-bombardeiro F-15E, caiu no sudoeste do Irã na sexta-feira, e seus dois ocupantes ejetaram em pleno voo. Os militares iranianos alegaram ter abatido a aeronave e as autoridades ofereceram uma recompensa pela captura do segundo ocupante com vida. O primeiro piloto foi resgatado logo após o incidente em uma operação das forças especiais americanas. Trump inicialmente informou que o piloto estava "são e salvo", mas depois disse que ele estava "gravemente ferido". Os militares iranianos alegaram ter abatido quatro aeronaves americanas envolvidas na operação, que matou cinco iranianos, segundo a agência de notícias Tasnim. "Solidariedade com o sul do Líbano" Em resposta à ofensiva israelense-americana, o Irã continuou seus ataques contra infraestrutura crítica em países do Golfo no domingo, acusando-os de permitir que tropas americanas usem seu território para operações militares. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos relataram um "incidente", sem vítimas, no porto de Khor Fakkan após um bombardeio iraniano. Para o conselheiro presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, a estratégia do Irã de atacar seus vizinhos "na verdade, consolidará o papel dos Estados Unidos [...] e não o diminuirá". Em outra frente, o chefe do Estado-Maior de Israel, tenente-general Eyal Zamir, afirmou que seu exército intensificará os ataques contra o movimento libanês pró-Irã, Hezbollah, que arrastou o país para o conflito ao lançar ataques contra Israel em resposta à sua ofensiva contra a República Islâmica. No Líbano, os ataques aéreos e os combates israelenses mataram mais de 1.400 pessoas desde o início de março e forçaram milhões a fugir de suas casas. Três pessoas morreram no domingo em um ataque aéreo israelense contra um prédio de apartamentos no leste de Beirute, segundo o Ministério da Saúde libanês.

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