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Irã executa homem acusado de atuar para Israel e EUA durante protestos antigovernamentais
Jornal O Globo

Irã executa homem acusado de atuar para Israel e EUA durante protestos antigovernamentais

O Irã executou na segunda-feira um homem condenado por atuar a serviço de Israel e dos Estados Unidos durante a onda de protestos antigovernamentais de janeiro, informou o Poder Judiciário. Entenda: Guerra no Irã ameaça segurança alimentar global e pode deixar mais 45 milhões de pessoas em situação de fome aguda Leia mais: Trump coleciona ameaças de cometer crimes de guerra no Irã, avaliam especialistas "Ali Fahim, um dos elementos inimigos dos motins terroristas [de janeiro] [...] foi enforcado depois que a Suprema Corte revisou seu caso e confirmou o veredicto", indicou o site Mizan Online, ligado à Justiça iraniana. A execução é a mais recente relacionada aos protestos que começaram em dezembro, inicialmente motivados pelo alto custo de vida, e que evoluíram para manifestações em escala nacional contra o governo, com pico nos dias 8 e 9 de janeiro. Segundo o Mizan Online, Fahim foi condenado por atuar contra o Irã em nome do "regime sionista e dos Estados Unidos" e por ter invadido um local militar com o objetivo de obter armas. As autoridades iranianas afirmam que os protestos começaram de forma pacífica, mas depois se transformaram em "motins instigados do exterior", com episódios de violência e vandalismo. A execução ocorre em meio à guerra do Irã contra Israel e os Estados Unidos, iniciada em 28 de fevereiro com bombardeios que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Jamenei. Segundo dados oficiais, os protestos deixaram pouco mais de 3.000 mortos. Já a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA) estima que o número de vítimas ultrapasse 7.000, a maioria manifestantes.

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