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Suzane von Richthofen alega ‘falta de afeto’ para justificar crime contra os pais | Collector
Suzane von Richthofen alega ‘falta de afeto’ para justificar crime contra os pais
Revista Oeste

Suzane von Richthofen alega ‘falta de afeto’ para justificar crime contra os pais

Suzane von Richthofen resolveu apresentar sua própria versão para as mortes de Manfred e Marísia von Richthofen em um documentário de duas horas. A obra, disponibilizada pela Netflix em pré-estreia restrita, traz a condenada, que cumpre pena de 39 anos e 6 meses, alegando que o crime foi o desfecho de uma infância sem amor. Segundo impressões de Ulisses Campbell, escritor especializado em true crime , Suzane descreve o antigo lar como um "abismo" emocional onde ela e o irmão eram "invisíveis". + Leia mais notícias de Brasil em Oeste Ela sustenta que o pai era "zero afeto" e relata ter presenciado cenas de violência doméstica quando criança. Suzane também afirma que o vazio deixado pelos pais acabou preenchido por Daniel Cravinhos. O envolvimento com o namorado, segundo ela, gerou uma "guerra" dentro de casa que escalou até o episódio de outubro de 2002. Sexo, drogas e o show de horrores O ponto de virada na narrativa de Suzane ocorre durante uma viagem de 30 dias dos pais à Europa. Ela relata que Daniel se mudou para a sua casa nesse período, que descreve como um "sonho" de liberdade com "sexo, drogas e rock ’n’ roll". Ela relembra o momento com risadas, segundo Campbell. Logo que os pais retornaram, contudo, o conflito se tornou insuportável. Ela admite ter levado os executores, Daniel e seu irmão, Cristian, para dentro da residência, mas tenta se afastar da ação direta. https://www.youtube.com/watch?v=5iLLhPx8H4M Sobre a noite do crime, Suzane diz que ficou no andar de baixo com as mãos nos ouvidos para não escutar o que ocorria no piso superior. Ela classifica seu estado na hora como "robótico" e dissociado. A delegada Cíntia Tucunduva, contudo, rebate a imagem de luto e descreve um verdadeiro show de horrores: a polícia encontrou Suzane de biquíni e bebendo cerveja na casa logo depois das mortes, agindo como se mostrasse um museu aos investigadores. Nova vida e visão de redenção O documentário também exibe a rotina atual de Suzane, que cumpre o regime aberto desde janeiro de 2023. Ela aparece ao lado do marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e mostra o filho pequeno como prova de sua transformação. Para a condenada, a pessoa que participou do planejamento das mortes "ficou no passado" e a maternidade seria o sinal de que obteve o perdão divino. Apesar da tentativa de desvincular sua imagem do caso, Suzane confessa que convive com o peso do reconhecimento público. Ela relata ser fotografada constantemente em locais simples, como supermercados, e afirma que o ar "parece parar" quando as pessoas notam sua presença. A obra, que tem o título provisório de Suzane vai falar , ainda não possui data de lançamento oficial para o grande público. Leia também: "MPF arquiva inquérito sobre espionagem na disputa pela Eldorado Celulose" O post Suzane von Richthofen alega ‘falta de afeto’ para justificar crime contra os pais apareceu primeiro em Revista Oeste .

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