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Eduardo Cunha define partido para concorrer a deputado federal por Minas Gerais | Collector
Eduardo Cunha define partido para concorrer a deputado federal por Minas Gerais
Jornal O Globo

Eduardo Cunha define partido para concorrer a deputado federal por Minas Gerais

Com o fim da janela partidária, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha definiu por qual partido concorrerá em outubro a uma vaga de deputado federal. À rádio Itatiaia, ele afirmou que permanecerá no Republicanos porque já estava filiado à legenda e porque só a trocaria se houvesse alguma composição "melhor" de chapa. Pedido de Flávio por união na direita após rixa entre Nikolas e Eduardo reforça tensão na família Bolsonaro na pré-campanha Irmão de Michelle que levava quentinhas para Bolsonaro na prisão vai concorrer a deputado pelo PL Seu correligionário, Cleitinho Azevedo é cotado para concorrer ao governo de Minas Gerais. Os dois têm histórico de desentendimentos. No ano passado, Cunha apresentou queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador, que o havia chamado de "vagabundo" e "canalha" durante uma manifestação bolsonarista em Belo Horizonte. Meses antes, Cleitinho já havia prometido, no plenário do Senado, que iria "rodar os 853 municípios" de Minas fazendo campanha contra Cunha, caso o ex-deputado levasse adiante o plano de candidatura. Em janeiro, Cunha publicou um vídeo para apresentar as razões pelas quais diz ter escolhido o estado de Minas Gerais para ser candidato a deputado federal nas eleições deste ano. Segundo ele, o território mineiro "é a síntese do Brasil" por conta de sua diversidade e por fazer fronteira com outros seis estados, além de costumar refletir o resultado das eleições presidenciais. Conforme mostrou reportagem do GLOBO no ano passado, Cunha buscou angariar apoio em Minas em diversas frentes: se tornou patrocinador de um clube de futebol, passou a marcar presença em leilões de gado e em cultos evangélicos e adquiriu rádios em diversos municípios. — (Em Minas Gerais) Você está perto de Goiás, Bahia, Mato Grosso (do Sul), São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A gente tem as características do Nordeste na região Norte, as características de São Paulo na região Sul. A gente tem tantas diferenças, que o que acontece em Minas, acontece no Brasil — afirmou o ex-presidente da Câmara. Cunha lembrou que, nas eleições de 2022, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro por margem mínima no estado (50,2% contra 49,8%), cenário similar ao resultado nacional, de 50,9% contra 49,1%. Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás somente de São Paulo. — Minas tem um papel muito maior do que exerce hoje. É o segundo colégio eleitoral do Brasil. Foi muito aviltada, sabemos disso. O que aconteceu com o governo do (Fernando) Pimentel (PT, 2015 a 2018) foi um desastre — disse. Com o objetivo de voltar à Câmara, Cunha ainda escreveu que "recuperar Minas é recolocar o estado no centro do debate nacional" e "entender que eleição em Minas sempre foi termômetro do país". Presidente da Casa entre 2015 e 2016 — quando teve o mandato cassado em decorrência de escândalos ligados à Operação Lava-Jato —, ele tentou se eleger em 2022 por São Paulo, mas não conseguiu. Antes, Cunha foi deputado federal por quatro mandatos consecutivos sendo eleito pelo Rio de Janeiro entre 2003 e 2018. Agora, quem ocupa seu eleitorado fluminense é a deputada Dani Cunha (União), sua filha, que se elegeu em 2022 com 75.810 votos. A decisão de concorrer pelo estado vizinho em 2022 foi fruto da avaliação de que a família não tinha capital político para eleger dois deputados pelo mesmo estado. Assim, Cunha, que foi deputado pelo Rio por 13 anos, optou por deixar o eleitorado fluminense para a filha, Dani Cunha, que se elegeu deputada pelo União Brasil. Dani foi eleita com 75 mil votos, mas o pai, que disputou pelo antigo PTB, amargou apenas 5 mil em São Paulo.

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