Jornal O Globo
A missão Artemis II realizará seu histórico sobrevoo lunar com transmissão ao vivo para todo o mundo. O evento começa às 15h45 (horário de Brasília) e poderá ser acompanhado em diversas plataformas, incluindo o canal oficial da NASA no YouTube e serviços de streaming como Netflix e Amazon. A cobertura contará com análises técnicas e comentários dos próprios astronautas sobre a trajetória da cápsula Orion. Leia: IA do Pentágono acelera ataques na guerra contra o Irã; entenda o 'Project Maven' Veja também: Israel lança novo ataque contra principal complexo de gás do Irã Horário do sobrevoo da missão Artemis II Início: 15h45 (horário de Brasília) Fim: 22h20 (horário de Brasília) Onde assistir ao vivo à missão Artemis II A transmissão oficial da NASA conta com comentários de especialistas e dos astronautas. Você pode acompanhar pelos seguintes canais: YouTube: Canal oficial da NASA (NASA TV). Streaming: NASA+, Amazon e Netflix. Site oficial: nasa.gov. Transmissão ao vivo Devido à distância, a Nasa alertou que a qualidade da transmissão ao vivo poderá ser comprometida em alguns momentos. Artemis II inicia fase final antes de sobrevoo lunar Reprodução Silêncio absoluto Haverá um período de cerca de 40 minutos durante o qual a comunicação com a Artemis II será perdida, enquanto os astronautas sobrevoam o lado oculto da Lua. — Será emocionante, de uma forma um tanto assustadora — disse Derek Buzasi, professor de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Chicago, à AFP. Initial plugin text Marcos históricos Pela primeira vez, uma mulher, Christina Koch; um homem negro, Victor Glover; e um não americano, o canadense Jeremy Hansen, alcançarão a Lua. Até agora, apenas os astronautas das missões Apollo haviam alcançado o satélite, entre 1968 e 1972. Pouco depois de iniciarem seu sobrevoo, a tripulação da Artemis II também estará à maior distância da Terra já alcançada por um ser humano: 406.772 quilômetros. Sendo assim, eles superarão em 6.600 quilômetros o recorde da Apollo 13. Missão Artemis III irá à Lua após mais de 50 anos e contará com módulo de pouso lunar da SpaceX Editoria de Arte / O Globo Como uma bola de basquete As missões Apollo sobrevoaram a superfície lunar a cerca de 110 quilômetros de distância, mas a tripulação da Artemis II chegará a 6.500 quilômetros em seu ponto mais próximo. A espaçonave seguirá uma trajetória cuidadosamente planejada para dar a volta na Lua sem entrar em sua órbita. Essa distância permitirá que os astronautas vejam toda a superfície lunar, incluindo regiões próximas aos seus dois polos. Eles verão o satélite "mais ou menos do tamanho de uma bola de basquete vista com o braço estendido", explicou à AFP Noah Petro, diretor do Laboratório de Geologia Planetária da Nasa. O lado oculto da Lua A missão de sobrevoo passará pelo lado oculto da Lua. Os astronautas da Apollo também o sobrevoaram, mas estavam muito perto para vê-lo por completo. A tripulação atual poderá observar regiões que até agora só foram capturadas por dispositivos robóticos de imagem. Os astronautas treinaram durante anos para observar e descrever as formações geológicas da Lua com a maior precisão possível. Com essas informações, os cientistas da Nasa esperam descobrir novos detalhes sobre a composição e a história da Lua. Eclipse solar Perto do fim do sobrevoo, os astronautas presenciarão um fenômeno raro: um eclipse solar. Por cerca de 53 minutos, a espaçonave estará perfeitamente alinhada com a Lua e o Sol, o que fará com que a estrela desapareça de vista. Eles terão então a oportunidade de estudar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, que se tornará visível como uma espécie de halo luminoso e também estarão atentos a possíveis flashes de luz causados por meteoritos que impactem a superfície lunar. 'Nascer da Terra' Em determinado momento, os astronautas poderão ver a Terra desaparecer e reaparecer atrás da Lua. Sua posição lhes permitiria recriar o famoso "Nascer da Terra" ("Earthrise", em inglês), fotografado pela missão Apollo 8 em 1968. O astronauta William Anders, em sua foto icônica, capturou o azul brilhante da Terra contra a vasta escuridão do espaço, com a superfície monocromática e repleta de crateras da Lua em primeiro plano.
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