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Antonia Amélia luta por diagnóstico após perder movimento das pernas por 9 dias no AC "As pessoas falavam que eu tinha a Síndrome de Guillain-Barré, a sensação era muito horrível, pois eu pensava: sou tão jovem, com certeza tenho um futuro brilhante pela frente e ficar assim, sem conseguir andar e se mexer, tendo que depender dos outros para fazer necessidades" É assim que a estudante acreana Antônia Amélia Silva Fernandes, de 17 anos, resume a luta por um diagnóstico após sentir dormência nos braços e tremores contínuos e perder o movimento das pernas por nove dias, desde 18 de março. Ela foi internada no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre e disse que, após o período, não sentiu mais os sintomas. Contudo, ainda não tem um diagnóstico do que teve. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A família disse que procurou atendimento por três vezes no Hospital do Juruá, contudo, segundo eles, apenas após fazer um apelo nas redes sociais a jovem recebeu atendimento e fez os exames necessários. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) e aguarda retorno. De acordo com Antonia Amélia, o mal-estar começou a acontecer enquanto ela ainda estava na escola. "Os sintomas começaram logo após eu voltar do intervalo, cheguei a molhar o rosto no banheiro, mas o desconforto não passou e foi aumentando", explicou. Família disse que procurou atendimento por três vezes no Hospital do Juruá para a estudante ser internada Arte g1 Suspeita Conforme a mãe da jovem, a diarista Sônia Maria da Silva Costa, de 55 anos, ao perceber que a filha não estava melhorando, decidiu procurar ainda durante a noite de quarta-feira (18) o Hospital Regional do Juruá, contudo, ela disse que Antônia era apenas medicada e logo liberada. "Davam remédio para ela dormir e aplicavam complexo b na veia, mas não houve melhora dos tremeliques dela e ficamos todos muito preocupados, pois ela nunca teve nenhum problema de saúde", destacou. Embora ainda não tenha sido comprovado, a família explicou que os médicos suspeitam que Antônia tenha a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), que ataca o sistema nervoso periférico, resultando em fraqueza muscular, dormência e, em casos mais graves, paralisia. "A médica colocou no papel que suspeitava dessa síndrome, contudo, vou precisar fazer acompanhamento com a neurologista e também ficar na fila de espera para fazer um exame que vai confirmar o que de fato tenho, mas ainda sem data marcada", disse. Internação Família da jovem diz que precisou fazer apelo em uma rede social para fazer exames Rede Amazônica/Mazinho Rogério Antônia foi liberada ainda na quarta, logo após ir ao hospital pela primeira vez, mas retornou na sexta-feira (20) com os mesmos sintomas. Segundo a família, no hospital, foram feitos exames de sangue e urina, que não apontaram alterações. A jovem ainda fez uma ressonância magnética da coluna, pescoço e cabeça, mas também não apresentou alterações. Para conseguir se movimentar sem cair, a estudante precisou da ajuda de amigos. "Começou com uma dormência nos braços, que desencadeou para as pernas, elas não ficaram dormentes, mas não consegui mais esticá-las pois ficava tremendo" completou. Durante os 10 dias em que a filha ficou sem andar, Sônia e o filho mais velho que ajudaram Antônia a se locomover pela casa. "Todo mundo se preocupou, porque uma coisa assim, do nada, é para a gente ficar nervoso. Ver minha filha sem se mexer foi desesperador", concluiu. Reveja os telejornais do Acre
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