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Brasil e China têm potencial de desbravar corredor verde global
Jornal O Globo

Brasil e China têm potencial de desbravar corredor verde global

As mudanças climáticas não param enquanto o mundo enfrenta guerras, idas e vindas do tarifaço dos EUA e os demais estresses geopolíticos, advertiu o economista Jorge Arbache durante o painel sobre a liderança global do Brasil e da China na transição energética e em minerais críticos do “Summit Valor Econômico Brasil-China 2026”. Mas, até mesmo pelos riscos gerados por tal conjuntura, a descarbonização abre às duas nações emergentes a oportunidade única de liderar essa agenda. Presente e o futuro das relações econômicas: Evento debate oportunidades nas relações Brasil-China Com novo programa: Lula quer reduzir endividamento dos brasileiros, de olho nas eleições Para Arbache, os dois países têm calibre para abrir corredores verdes e expandir negócios, dado que se complementam na transição energética. O resultado, acentuou, seria o protagonismo da parceria na maior agenda de negócios da próxima década — estimada em US$ 100 trilhões a US$ 280 trilhões até 2050. O fato de Brasil e China priorizarem suas políticas climáticas e de transição para uma economia sustentável traz outro impulso à aliança. Os investimentos chineses em setores cruciais à transição energética do Brasil e os embarques brasileiros de minerais para produção de baterias para veículos a painéis solares e turbinas eólicas pela China prenunciam um potencial abraço para o desenvolvimento de novas tecnologias. Experiências já estão sendo feitas dos dois lados, como pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, que aposta na liga ferro-nióbio — que contribui para a redução das emissões de CO2 da siderurgia do Brasil e da China e de setores consumidores do chamado aço verde, como a construção civil — e desenvolve outro insumo imprescindível para a “nova indústria”, o óxido de nióbio, para futura entrega a uma miríade de segmentos produtivos, entre os quais o de baterias de alta performance. Na outra mão, a Hexing Electrical consolidou-se como detentora de 60% do mercado brasileiro de medidores inteligentes de energia, fabricados em sua fábrica de Fortaleza. Initial plugin text A Vale avalia que as agendas de transição energética e de minerais críticos conversam entre si. A primeira é fundamental à segunda, lembrou Marcelo Sampaio, diretor executivo de Assuntos Jurídicos e Institucionais da Vale Minerals China. Segundo ele, a empresa apresenta-se neste seu principal mercado e nos demais com a garantia de que 100% de sua produção de minério de ferro e cobre alimenta-se de energias renováveis.

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