Jornal O Globo
A poucas horas do fim do ultimato imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para a reabertura do Estreito de Ormuz ou para um cessar-fogo imediato, o Irã voltou a ser intensamente bombardeado nesta terça-feira. Fontes iranianas confirmam que ao menos 18 pessoas morreram nos ataques mais recentes, que entre outros alvos atingiram a estratégica ilha Kharg, que abriga o principal terminal de exportação de petróleo do país. À medida que a nação persa é alvo de novas ameaças de ataques contra alvos não militares por parte de Israel e EUA, autoridades em Teerã alternam entre discursos que prometem recrudescimento da resistência ou de apelo à diplomacia, em um momento em que o tempo para um acordo parece se encerrar. Novos ataques iranianos voltaram a ser lançados na região, que vive uma preocupação crescente sobre os impactos do aprofundamento do conflito. "O inimigo americano-sionista lançou diversos ataques contra a Ilha Kharg, e várias explosões foram ouvidas no local", publicou a agência de notícias iraniana Mehr, enquanto meios de comunicação dos EUA citaram funcionários do governo americano confirmando ataques contra "alvos militares" na ilha estratégica. A Fox News detalhou que os alvos seriam bunkers, abrigos subterrâneos, uma estação de radares e depósitos de munição. A ilha localizada no norte do Golfo Pérsico foi apontada como uma linha-vermelha pelo Irã no início do conflito, mas acabou sendo bombardeada pelos adversários anteriormente no conflito. Com cerca de um terço do tamanho da ilha de Manhattan, Kharg concentra instalações responsáveis por quase 90% das exportações de petróleo bruto do Irã antes do início do atual conflito. *Matéria em atualização
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