Revista Oeste
O endividamento das famílias brasileiras alcançou nível recorde em março de 2026. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que 80,4% dos lares possuem dívidas. Em fevereiro, o índice estava em 80,2%. + Mais notícias de Economia em Oeste O resultado ocorre no início do ciclo de redução da taxa básica de juros pelo Banco Central . A autoridade monetária iniciou o movimento em março. Apesar disso, os efeitos da política monetária ainda não chegaram ao consumo. O impacto sobre o orçamento das famílias segue limitado. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou que a queda dos juros começou de forma gradual. Segundo ele, o nível de endividamento ainda deve subir nos próximos meses. Banco Central iniciou em março redução da taxa básica de juros, mas resultado não será imediato | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil Pressão externa e renda comprometida A pesquisa da CNC indica influência do cenário externo nos preços internos. A guerra no Oriente Médio elevou o petróleo e pressionou combustíveis. O aumento dos custos de logística afeta o preço dos produtos. Esse movimento reduz a capacidade de compra das famílias. Com a renda comprometida, consumidores recorrem ao crédito. A CNC avalia que o endividamento seguirá elevado até que a redução dos juros alcance o consumidor. Apesar da alta no número de endividados, os indicadores de atraso mostram estabilidade. O percentual de famílias com contas em atraso ficou em 29,6% em março. O índice não variou em relação ao mês anterior. Entre os inadimplentes, 12,3% afirmam não ter condições de quitar dívidas. https://www.youtube.com/watch?v=cKbN6UgY4po Além disso, 16% das famílias se classificam como muito endividadas. O comprometimento médio da renda com dívidas também ficou em 29,6%. O endividamento atinge diferentes faixas de renda. Entre famílias com renda superior a dez salários mínimos, o índice alcança 69,9%. No grupo com renda de até três salários mínimos, o percentual chega a 38,2%. A CNC projeta que a inflação pode pressionar o orçamento nos próximos meses. O impacto tende a ser maior entre famílias de menor renda. O post Endividamento das famílias atinge recorde e alcança 80,4% apareceu primeiro em Revista Oeste .
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