Jornal O Globo
Reconhecida como contadora especializada em profissionais da saúde, Patrícia Rebel vem revolucionando o mercado de contabilidade médica ao unir a tradição de um escritório com 75 anos à inovação estratégica. Mentora do MedHub, membro da G4 Scale e em plena expansão da sua atuação para São Paulo, ela tem se destacado por transformar a forma como médicos enxergam a gestão financeira de seus negócios. Em um cenário cada vez mais competitivo na área da saúde, a organização financeira deixou de ser apenas uma função administrativa para ocupar um papel estratégico dentro de consultórios e clínicas médicas. Patrícia explica que muitos médicos ainda confundem movimento com resultado, acreditando que uma agenda cheia é sinônimo de sucesso financeiro. “Sem organização financeira, tudo o que o médico constrói fica sobre areia. Pode ter uma agenda lotada, uma reputação excelente, uma equipe dedicada, mas se as finanças estiverem desorganizadas, o crescimento vira uma ilusão”, afirma. Segundo ela, é a estrutura financeira que transforma esforço em patrimônio e permite decisões seguras sobre expansão, investimentos e contratações. Patrícia Rebel Arquivo pessoal Os sinais de que algo não vai bem, de acordo com a especialista, costumam aparecer cedo, mas são frequentemente ignorados na rotina acelerada das clínicas. “O primeiro sinal é a sensação de que o dinheiro simplesmente some. O consultório atende bem, mas no fim do mês sobra pouco ou nada. Outro indicativo forte é a dependência de crédito para manter a operação ou a falta de clareza sobre o lucro real do negócio”, explica. Atrasos em impostos, mistura de contas pessoais com empresariais e decisões tomadas sem análise também fazem parte desse cenário. Outro ponto crítico levantado por Patrícia Rebel é a confusão entre faturamento e lucratividade, um erro comum que pode mascarar problemas sérios. “Uma clínica pode faturar R$ 100 mil por mês e ainda assim ter dificuldades financeiras. Existem custos invisíveis, como impostos parcelados, pró-labore inadequado ou depreciação de equipamentos, além do impacto dos prazos de pagamento dos convênios, que desorganizam o fluxo de caixa”, ressalta. Para reverter esse quadro, a contadora defende a adoção de práticas simples, porém estruturantes. “A separação entre conta pessoal e empresarial é inegociável. Também é fundamental manter um fluxo de caixa atualizado e definir um pró-labore compatível com o mercado. Mas o grande diferencial está em analisar os números com frequência, ao lado de um contador especializado, para tomar decisões com base em dados reais”, orienta. Patrícia Rebel Arquivo pessoal A ausência dessa organização, segundo ela, impacta diretamente a capacidade de crescimento do negócio. Sem dados consistentes, o médico perde poder de negociação, não consegue acessar crédito com facilidade e toma decisões no escuro. “Já acompanhei profissionais extremamente competentes que permaneceram estagnados por anos por não terem clareza financeira para avançar com segurança”, relata. Como primeiro passo para quem deseja mudar essa realidade, Patrícia Rebel recomenda um diagnóstico completo e honesto da situação atual. “Antes de pensar em crescer, é preciso entender exatamente onde está. Qual é o faturamento real, quais são todas as despesas, quanto se paga de impostos e qual é o lucro líquido de verdade. A partir disso, é possível corrigir falhas e estruturar um crescimento sólido”, explica. À frente da ADCON Assessoria Contábil e fundadora da ADCON MED, Patrícia atua diretamente no suporte estratégico a médicos e empresários da saúde. Como mentora do MedHub, um hub de educação e negócios onde médicos constroem crescimento com estratégia e previsibilidade, e membro da G4 Scale, ela reforça que a contabilidade precisa ser vista como uma ferramenta de decisão e não apenas uma obrigação. “Crescer sem conhecer a própria realidade financeira é como operar sem diagnóstico. Nenhum médico faria isso com um paciente”, conclui.
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