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Dicionário de palavras mortas | Collector
Dicionário de palavras mortas
Jornal O Globo

Dicionário de palavras mortas

Se eu fosse escrever um romance de fantasia passando-se em Copacabana, colocaria um portal para outro mundo numa esquina da Leopoldo Miguez. O guardião seria um empalhador de cadeira trabalhando a céu aberto, ao lado de uma banca de jornal abandonada. Na banca, um freezer da Coca-Cola quebrado, revistas Playboy dos anos 1990, títulos obsoletos sobre dieta e tarô, enciclopédias de capa dura com volumes faltando. Vem pela rua a protagonista. Ela vasculha a banca e, com as mãos grossas de sujeira, encontra no fundo de uma pilha um estranho livro: “Pequeno Dicionário da Arte Poética”, de Geir Campos, publicado em 1960 pela editora Conquista. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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