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Agência marítima da ONU pede mecanismo para garantir navegação no Estreito de Ormuz após cessar-fogo | Collector
Agência marítima da ONU pede mecanismo para garantir navegação no Estreito de Ormuz após cessar-fogo
Jornal O Globo

Agência marítima da ONU pede mecanismo para garantir navegação no Estreito de Ormuz após cessar-fogo

O panamenho Arsenio Domínguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), expressou nesta quarta-feira sua "satisfação" com o cessar-fogo no Oriente Médio e defendeu a criação de "um mecanismo que garanta o trânsito" no estreito de Ormuz. Cessar-fogo entre EUA e Irã gera repercussão global; veja principais reações Cobertura ao vivo: Trump e Irã confirmam acordo de cessar-fogo e suspendem ataques por duas semanas; acompanhe "Em benefício da saúde e do bem-estar dos marítimos e do setor marítimo mundial, acolho com satisfação o cessar-fogo anunciado no Oriente Médio", afirmou Domínguez em comunicado. "Já estou colaborando com as partes pertinentes para estabelecer um mecanismo adequado que garanta o trânsito seguro de navios pelo estreito de Ormuz", acrescentou. A agência marítima da ONU, responsável por regular a segurança da navegação internacional, já havia solicitado em 19 de março a criação de um "corredor seguro" no Golfo para evacuar embarcações bloqueadas. Após uma reunião de emergência em Londres, convocada pela guerra, a OMI condenou o fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã, em decisão adotada por seus membros. Segundo estimativas da organização, cerca de 20 mil marinheiros estavam a bordo de 3.200 embarcações nas proximidades da rota estratégica, utilizada para o transporte de hidrocarbonetos e afetada pelo bloqueio imposto por Teerã em resposta a ataques dos Estados Unidos e de Israel. "A prioridade agora é garantir uma evacuação que preserve a segurança da navegação", afirmou Domínguez. A interrupção do tráfego no estreito, por onde passa cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito, provocou forte alta nos preços da energia e ampliou os impactos econômicos da crise.

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