Jornal O Globo
Não há planos, por enquanto, de proibir a entrada de Kanye West na Holanda. A afirmação foi feita pelo ministro holandês de Asilo e Migração, Bart van den Brink, nesta quarta-feira, após o Reino Unido te banido o rapper devido a declarações antissemitas feitas no passado. Segundo van den Brink, seria preciso haver um perigo para a ordem pública ou risco à segurança nacional para que alguém fosse impedido de entrar no país. Kanye West: Governo do Reino Unido proíbe entrada de rapper no país após polêmica envolvendo festival em Londres "Assim que eu tiver essas informações, agirei de acordo. Com base no que sei até o momento, não tenho indicação de que uma proibição de entrada possa ser aplicada neste caso", disse o ministro em um comunicado enviado à AFP. Ye, como Kanye West se apresenta atualmente, tem shows marcados na Holanda nos dias 6 e 8 de junho. Entre maio e agosto o rapper ainda tem apresentações agendadas em Nova Délhi (23/5), Istambul (30/5), Marselha (11/6), Roma (18/7), Madrid (30/7) e no Algarve (7/8). Na quarta-feira, o governo britânico anunciou que não permitiria sua entrada no país, o que levou os organizadores do Wireless Festival, do qual ele seria a atração principal, a cancelarem o evento, que aconteceria em julho. O rapper, que caiu em desgraça, havia solicitado permissão para viajar ao Reino Unido, mas o pedido foi negado sob a alegação de que sua presença não seria benéfica para o bem público, confirmou uma fonte do governo britânico. West, que se apresentou pela última vez na Grã-Bretanha como atração principal do festival de Glastonbury em 2015, foi duramente criticado por fazer comentários antissemitas e expressar admiração por Adolf Hitler. Em maio de 2025, ele lançou uma música chamada "Heil Hitler", meses depois de anunciar a venda de uma camiseta com uma suástica em seu site. A música foi banida das principais plataformas de streaming. Posteriormente, o rapper americano expressou arrependimento por sua conduta, atribuindo-a ao seu transtorno bipolar.
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