Jornal O Globo
A ministra de Ciências do Chile, Ximena Linconao, foi agredida e alvo de insultos nesta quarta-feira após participar de uma cerimônia em uma universidade no sul do país, segundo autoridades e um vídeo divulgado pela imprensa local. Em imagens da rádio Biobío, é possível ver a ministra deixando o local enquanto um grupo de pessoas — aparentemente estudantes — joga água nela. No caminho até o carro, um homem empurrou a ministra e um de seus seguranças. Linconao, no entanto, não ficou ferida, de acordo com o governo. Contexto: milhares de estudantes no Chile protestam contra Kast por cortes na educação Presidente chileno: Kast suspende regularização de 182 mil migrantes e endurece política migratória no Chile A ministra havia participado da abertura do ano acadêmico na Universidade Austral, a cerca de 850 quilômetros ao sul de Santiago. Ao deixar o evento, foi surpreendida por protestos de estudantes. — As manifestações podem ocorrer. Entendemos isso como um direito, mas isso não foi uma manifestação. Foi um crime, um ato grave que devemos condenar — afirmou à imprensa a ministra da Segurança, María Steinert. Initial plugin text A autoridade anunciou que o governo irá acionar a Justiça por um “atentado contra a autoridade” e reforçou que a ministra não sofreu lesões. O ultradireitista José Antonio Kast assumiu o governo em 11 de março com o maior nível de popularidade para um presidente em 16 anos. No entanto, após anunciar um aumento histórico no preço dos combustíveis e cortes de gastos, sua desaprovação cresceu rapidamente. Em apenas duas semanas de governo, a taxa de desaprovação chegou a 49%, enquanto a aprovação caiu para 47%, segundo o instituto Cadem. Mudança de governo no Chile: Kast assume prometendo 'um antes e um depois' em matéria de combate à violência Entre os cortes anunciados por Kast estão reduções no orçamento de todos os ministérios, incluindo o de Ciências, comandado por Linconao, e o da Educação. "Conversei com a ministra Ximena Linconao e é inaceitável a situação que ela viveu. Ela ficou duas horas trancada em uma sala de aula e precisou ser escoltada pela polícia para não sofrer ferimentos graves", afirmou a ministra de Energia, Ximena Rincón, em publicação na rede X. A Universidade Austral informou que abrirá uma investigação para “esclarecer o ocorrido e determinar as responsabilidades correspondentes”.
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