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Praia britânica é isolada após descoberta de 150 granadas da Segunda Guerra
Jornal O Globo

Praia britânica é isolada após descoberta de 150 granadas da Segunda Guerra

Uma operação de emergência mobilizou autoridades britânicas após a descoberta de cerca de 150 granadas da Segunda Guerra Mundial na praia de Crimdon Dene, próxima a Hartlepool, no nordeste da Inglaterra. Segundo a BBC, os artefatos, que a polícia acredita serem à base de fósforo, foram encontrados na manhã desta terça-feira (7) e levaram ao isolamento da área. Entenda: Submarino nazista com carga de mercúrio volta a preocupar autoridades na Noruega 'Viúvas negras': conheça o fenômeno das mulheres que se casam com militares para receber indenizações na Rússia De acordo com a polícia de Cleveland, parte dos materiais chegou a incendiar, causando queimaduras leves em uma pessoa. Equipes especializadas foram acionadas e iniciaram o trabalho de identificação e neutralização dos explosivos, que estavam dispostos lado a lado na areia, em recipientes de coloração amarela e laranja. Artefatos de alto risco O Exército britânico informou que os objetos são granadas de fósforo autoignitivas, conhecidas como SIPs, projetadas para entrar em combustão ao contato com o ar. Esse tipo de armamento foi utilizado durante a Segunda Guerra Mundial, inclusive pela Guarda Nacional britânica como dispositivo antitanque. Ainda segundo as autoridades, explosões controladas foram realizadas ao longo do dia para eliminar os artefatos. A área permanece isolada enquanto especialistas seguem vasculhando o entorno para garantir que não haja outros materiais perigosos. Em comunicado, a polícia alertou para o risco extremo de manuseio desses dispositivos, que podem causar queimaduras graves e ferimentos sérios. A orientação é que qualquer objeto suspeito seja imediatamente comunicado às autoridades, sem contato direto. A equipe de resgate da Guarda Costeira de Hartlepool destacou que, embora raro, o aparecimento de munições não detonadas pode ocorrer, especialmente após períodos de mau tempo e marés altas, que ajudam a expor materiais enterrados há décadas. “As nossas costas são repletas de história, mas vestígios do passado ainda podem, às vezes, chegar às praias hoje em dia”, afirmou a corporação, reforçando a importância de cautela diante de objetos incomuns.

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