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Homem suspeito de matar condenado por feminicídio da mãe dez anos antes tem prisão decretada, diz polícia | Collector
Homem suspeito de matar condenado por feminicídio da mãe dez anos antes tem prisão decretada, diz polícia
Jornal O Globo

Homem suspeito de matar condenado por feminicídio da mãe dez anos antes tem prisão decretada, diz polícia

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga o homicídio de um homem de 31 anos, ocorrido no dia 31 de março de 2026, no bairro Novo Horizonte, em Frutal, no Triângulo Mineiro. Marcos Antônio da Silva Neto, de 19 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça por atirar e matar Rafael Garcia Pedroso, condenado por matar sua mãe com 20 facadas dez anos antes. Em nota, a PCMG detalhou que "a vítima [do caso de 31 de março], há cerca de dez anos, teria sido responsabilizada pelo homicídio da genitora do investigado, fato que foi devidamente investigado à época, com identificação, processamento e condenação do autor pelo Poder Judiciário". Neto teria monitorado Pedroso por dois meses antes de disparar várias vezes contra ele em frente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Pedroso foi condenado por matar, em 2016, Glauciane Cipriano. Ele cumpria prisão domiciliar desde 15 de janeiro, quando deixou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) devido à superlotação do local, com aval da Justiça, segundo o g1. O GLOBO tenta contato com a defesa de Neto. O espaço está aberto. Ao g1, nesta quarta, o advogado José Rodrigo de Almeida disse que o suspeito pretendia se apresentar à delegacia e confessar o crime, mas a polícia informou que esse procedimento deveria ser combinado previamente. "A Polícia Civil informa, ainda, que foi decretada a prisão temporária do investigado, que é considerado foragido no momento. Novas diligências estão em andamento, incluindo a oitiva de testemunhas e a conclusão de laudos periciais", destacou a corporação, em nota enviada à imprensa. Ao longo das investigações, ainda de acordo com a polícia, a defesa do investigado pediu o agendamento para sua oitiva, que foi marcada para 6 de abril, mas Neto não compareceu. As apurações estão "em estágio avançado", com outras duas pessoas identificadas como "possivelmente relacionadas aos fatos". A participação delas ainda vai ser esclarecida, acrescentou a PCMG. Na nota, a corporação ainda ressaltou que, independentemente de eventuais motivações, "a prática de justiça pelas próprias mãos não encontra amparo no ordenamento jurídico brasileiro, sendo o uso legítimo da força atribuição exclusiva do Estado".

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