Jornal O Globo
Em entrevista à jornalista Maria Fortuna, no videocast 'Conversa vai, conversa vem', Luana Piovani falou sem amarras sobre sua sexualidade e masturbação. A atriz também revelou fetiches e contou o que busca em uma relação amorosa. Afirmou ainda que não acredita mais em casamento. Leia trecho abaixo: Luana Piovani no estúdio do Jornal OGLOBO, no 'Conversa vai, conversa vem' Ana Branco Vi uma pesquisa que diz que três em cada dez mulheres tem muito mais possibilidade de gozar sozinha do que com alguém... No sexo, o que menos estou procurando é o meu orgasmo. Não preciso de ninguém pra gozar. Ninguém me faz chegar lá como eu. Nunca marquei, mas deve ser coisa de dois minutos. Com mão, vibrador... Já são muitos anos, a gente já está com a prática organizada. O que quero é me relacionar, ouvir, falar, beijar, cheirar, ser tocada, tocar, receber e dar colo, eu quero receber colo. Gozo é muito fácil. Luana Piovani Ana Branco O que te dá tesão? Tenho essa coisa do braço, do peito, do músculo, um apego à forma física, que tento resolver na análise. Até elevei um pouco a faixa etária. Mas o negócio do corpinho ainda estou gostando. Preciso me sentir frágil. Um paradoxo diante do mulherão forte que é... O clássico fetiche da poderosa que gosta de ser dominada na cama. Exatamente. Gosto de servir. As pessoas falam: "Você não dirige? Como assim? É tão independente". Daí, meu terapeuta fala: "Você não dirige carro porque dirige coisa demais". Ufa! É verdade! Ainda acredita em casamento? Tá maluca? Tenho pânico dessa palavra. Totalmente traumatizada. As pessoas vão casar e eu falo: "Não casa!". Vejo na rua e penso: "Quem vai avisar a noiva que tá fazendo a foto?" Sou completamente contra. Não acredito na instituição casamento da maneira como ainda ela nos é entregue até hoje. Quando mudarmos a receita, aí tá tudo legal. Sobra tudo pra gente. Ok, tem meia dúzia de homem bacana entendendo que é "fifty fifty". Mas é muito difícil uma mulher que virou mãe, ou mesmo que não tenha filhos mas é casada, que se prioriza. Quando temos uma família, a gente prioriza o conjunto. Eles, não, eles se priorizam. Mesmo casada, você está sozinha. Foi por isso que me separei. Se é pra ser desse jeito, aí não preciso ficar trepando com uma pessoa só, pelo menos, quero poder não ser mais monogâmica.
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