Revista Oeste
A semana começou com uma baixa no Partido Liberal (PL). Por tecer críticas ao senador Astronauta Marcos Pontes, o prefeito de São Caetano do Sul (SP), Tite Campanella, foi expulso da legenda na terça-feira 7. O processo de expulsão teve a condução de José Tadeu Candelária, presidente do diretório paulista do PL e que já foi aliado do petista Fernando Haddad. Candelária foi secretário do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo durante parte da gestão Haddad na capital paulista. Ele assumiu o cargo em 15 de junho de 2015. "Quero ressaltar a qualidade do trabalho da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) e do seu corpo técnico, tão bem conduzido pelo meu antecessor, o secretário e professor, Wanderley Meira do Nascimento, a quem desejo pleno sucesso em seus novos desafios", disse Candelária, ao assumir o posto na prefeitura então sob comando petista. "Teremos a oportunidade de efetivar, junto com o corpo técnico da SVMA, a agenda ambiental para o desenvolvimento da cidade, prevista no novo Plano Diretor Estratégico, que tem por fim fazer a cidade de São Paulo um lugar mais humano e mais moderno." + Leia mais notícias de Política em Oeste Na ocasião em que se tornou secretário de Haddad, Candelária era o presidente do diretório paulista do Partido da República. Onze anos depois, e com a mudança de nome para Partido Liberal (PL), ele segue no comando da legenda no Estado de São Paulo. A indicação de Candelária para integrar a administração Haddad contou com o apoio do hoje presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado . Conforme Oeste , Prado é o nome de preferência do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para ser candidato ao Senado , numa ação que visa a isolar políticos mais alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. José Tadeu Candelária e André do Prado: dupla do PL no Estado de São Paulo | Foto: Divulgação/Site do deputado estadual André do Prado Quem é o ex-secretário de Haddad que expulsou prefeito do PL Aos 73 anos, José Tadeu Candelária é natural de Mogi das Cruzes (SP). A cidade é o reduto eleitoral da família Costa — o pai de Valdemar Costa Neto foi prefeito quatro vezes. Formado em economia, engenharia mecânica e engenharia industrial, Candelária nunca se elegeu para ocupar cargo público, mas tem experiência política. Foi servidor da prefeitura de sua cidade natal, tendo sido aprovado em concurso em 1970. Antes de ser secretário de Haddad, o dirigente partidário já havia colaborado com a Prefeitura de São Paulo. Ele atuou como coordenador de alimentação e suprimentos da Secretaria de Abastecimento, de 1993 a 1996. Como presidente no PL paulista, Candelária decidiu pela expulsão de Tite Campanella a partir de representação feita por Marcos Pontes. O senador não gostou de ser alvo de críticas por parte do prefeito de São Caetano do Sul, que, em 25 de março, afirmou que São Paulo está mal representado no Senado . A crítica de Tite ocorreu durante homenagem da Câmara Municipal de São Caetano do Sul ao deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). Ex-secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Derrite se apresenta como pré-candidato ao Senado. No evento que acabou por resultar em sua expulsão do PL, Tite nem chegou a citar diretamente o nome de Marcos Pontes. Ele disse que era "uma tristeza" São Paulo ter "três senadores que não contam absolutamente nada". https://www.youtube.com/watch?v=gjaWtttV65o&t=6712s Fora do PL graças a um ex-secretário de Haddad, Tite estuda seu futuro político-partidário. Ele diz que já recebeu convites de outras siglas. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 8, o prefeito de São Caetano do Sul informou que o governador Tarcísio de Freitas o convidou a integrar os quadros do Republicanos. Leia também: "O poder e o voto" , artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 284 da Revista Oeste O post Responsável pela expulsão de prefeito do PL foi secretário de Haddad apareceu primeiro em Revista Oeste .
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