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Falha no espaço aéreo de SP: presidente da Anac diz que impacto em voos pelo país ainda está sendo analisado | Collector
Falha no espaço aéreo de SP: presidente da Anac diz que impacto em voos pelo país ainda está sendo analisado
Jornal O Globo

Falha no espaço aéreo de SP: presidente da Anac diz que impacto em voos pelo país ainda está sendo analisado

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas Faierstein, disse que ainda não é possível mensurar o impacto que a falha no sistema de controle de tráfego aéreo em São Paulo causou no sistema aéreo do país. Na manhã desta quinta (9), uma pane suspendeu pousos e decolagens por mais de uma hora nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos. — A Anac está monitorando o que está acontecendo e calculando os impactos que vão ocorrer na malha em todo o país, inclusive com os planos de contingência que precisam ser feitos para que isso não dure muito tempo. Voos foram atrasados, então a gente precisa estudar as conexões. Não foi só em Congonhas, foi em todo o terminal de São Paulo, inclusive no Campo de Marte. Existem planos de contingenciamento para que medidas sejam tomadas, de maneira que esse impacto não reverbere no Brasil inteiro — disse Faierstein durante coletiva no Aeroporto de Congonhas nesta quinta. Impactos: Galeão e Santos Dumont registram alteração em 12 voos, e Rio tem espaço aéreo sobrecarregado após pane em SP 'Estamos há mais de 1h dentro do avião': pane paralisa aeroportos de SP e provoca onda de revolta nas redes Os pousos e decolagens já foram retomados em todos os aeroportos de São Paulo, mas devido à paralisação por mais de uma hora, houve uma sequência de atrasos que deve impactar os voos durante todo o dia. Aeroportos de outros estados também registram atrasos. Faierstein disse que ainda não é possível dar uma estimativa de quando estará tudo normalizado, mas afirmou que não se tratou de "nada grave" e negou que o problema tenha sido causado por falta de investimentos públicos no sistema de controle. — Como aparentemente não foi nada grave, os controladores aéreos voltaram a trabalhar no prédio e as operações voltaram ao normal. Mas isso não significa que é falta de investimento, que é falta de modernização, porque, pelo contrário, o Brasil é referência internacional em controle de tráfego aéreo, inclusive ajudando outros países da América do Sul com os sistemas e a experiência que nós temos aqui no nosso país — acrescentou. O Aeroporto de Congonhas completa 90 anos nesta semana, e a Aena, concessionária que administra o local, fazia um evento comemorativo com seus executivos e autoridades públicas quando houve o apagão no espaço aéreo paulista. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o problema técnico "será apurado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA)" e "as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo". Segundo informações iniciais apuradas pelo GLOBO, houve um princípio de incêndio que ocasionou uma falha elétrica no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), localizado no próprio complexo de Congonhas. O órgão é uma unidade estratégica da FAB responsável por gerenciar o fluxo de aeronaves na região mais densa do país. Segundo o presidente da Anac, entretanto, "é prematuro afirmar a causa agora" e tudo "está sendo apurado pelo DECEA". Santiago Yus, diretor-presidente da Aena, lamentou o ocorrido e disse que a empresa trabalha para "recuperar o ritmo da operação o mais rápido possível". — Infelizmente tivemos uma ocorrência que foi comunicada pelo controle do espaço aéreo de uma avaria técnica dentro das instalações do terminal de aproximação São Paulo, afetando os aeroportos de Congonhas, de Guarulhos e de Viracopos. Felizmente, não tivemos nenhum dano pessoal, os controladores foram evacuados, mas já retomaram as atividades nas instalações. Nós, como concessionária, ativamos nossa sala de crise, temos que cuidar de todos os passageiros que estão transitando pelo terminal e tentar aprimorar todas as soluções devidas para recuperar o ritmo da operação ao estado normal, o mais rapidamente possível — falou.

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