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Ações de empresas de software caem depois de lançamento de ‘IA superinteligente’
Revista Oeste

Ações de empresas de software caem depois de lançamento de ‘IA superinteligente’

Ações de empresas de software registraram quedas depois do lançamento do Claude Mythos, modelo de inteligência artificial apresentado nesta terça-feira, 7, pela empresa Anthropic, sediada em San Francisco, Estados Unidos . O sistema foi desenvolvido para identificar vulnerabilidades em softwares e redes digitais. O anúncio levou investidores a temerem por riscos ligados à segurança de sistemas usados por governos, empresas e infraestrutura crítica. + Leia mais notícias de Tecnologia em Oeste Nesta quinta-feira, 9, papéis de empresas como Cloudflare, Okta, CrowdStrike e SentinelOne perderam entre 4,9% e 6,5%, enquanto a Zscaler caiu cerca de 8,8%, segundo a Reuters. O índice do setor S&P 500 Software and Services recuou 2,6%. Em fevereiro e março, em função do vazamento a respeito da tecnologia, houve quedas semelhantes. A partir do lançamento oficial, o fenômeno se repetiu. View this post on Instagram A post shared by Claude by Anthropic (@claudeai) O novo modelo integra uma iniciativa chamada Project Glasswing, criada para permitir testes controlados da tecnologia. Entre as organizações que receberam acesso estão Microsoft, Google, Amazon Web Services, Nvidia, Apple e o banco JPMorgan Chase. A proposta é que essas empresas utilizem o sistema para identificar falhas em softwares estratégicos antes que elas sejam exploradas por ataques digitais. Em comunicado sobre o projeto, a Anthropic declarou que o objetivo é usar o modelo para proteger sistemas que formam a base da infraestrutura digital global. Segundo a empresa, os parceiros terão acesso à ferramenta “para encontrar e corrigir vulnerabilidades ou fraquezas em sistemas fundamentais que representam grande parte da superfície de ataque cibernético do mundo”. Nos testes conduzidos pela companhia, o modelo identificou milhares de falhas em softwares amplamente usados, que incluem sistemas operacionais e navegadores. Essas falhas englobam vulnerabilidades chamadas de zero-day , erros de programação desconhecidos pelos desenvolvedores. O diretor de segurança da informação da Microsoft, Igor Tsyganskiy, afirmou em nota que a participação no projeto permitirá reforçar os sistemas da empresa. “Entrar no Project Glasswing, com acesso ao Claude Mythos Preview, permite identificar e mitigar riscos de forma antecipada e ampliar nossas soluções de segurança e desenvolvimento para proteger clientes e a própria Microsoft.” A precaução da Antrophic, segundo a empresa, se baseia no fato de vulnerabilidades desse tipo poderem atingir sistemas que operam serviços essenciais. Entre os alvos possíveis estão redes de energia elétrica, plataformas de controle industrial, sistemas de abastecimento de água, bancos de dados governamentais, redes hospitalares e infraestrutura de telecomunicações. Um ataque bem-sucedido, que com essa tecnologia pode ser feito até por uma criança, tem a capacidade de interromper serviços, alterar dados ou permitir acesso a informações sigilosas. O próprio diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, afirmou que a segurança digital passou a ter impacto direto sobre a estabilidade da sociedade. Segundo ele, a dependência global de software exige cooperação entre empresas e governos para lidar com sistemas de inteligência artificial capazes de encontrar falhas em grande escala. Leia também: "A guerra dos robôs" , reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 314 da Revista Oeste A capacidade do modelo gerou preocupação entre especialistas em segurança digital. Testes realizados pela empresa mostraram que o sistema conseguiu descobrir falhas em redes utilizadas com frequência. Constatou até um erro de programação que permanecia oculto havia quase três décadas em um sistema operacional de código aberto. Por causa desse potencial, a Anthropic decidiu não liberar o Claude Mythos ao público. A empresa afirmou que ferramentas com essa capacidade poderiam facilitar ataques cibernéticos caso fossem utilizadas por agentes maliciosos. O lançamento ocorre em um momento de alta competição entre empresas que desenvolvem modelos de inteligência artificial. Companhias como OpenAI, criadora do ChatGPT, e Google, responsável pelo Gemini, também investem na "IA superinteligente", baseada em sistemas capazes de analisar código e detectar vulnerabilidades em softwares . Nesse cenário, a introdução de modelos capazes de examinar milhões de linhas de código e identificar falhas de segurança em escala passa a ser vista como um novo fator na disputa global por proteção de infraestrutura digital. O lançamento, pelas palavras do jornalista Thomas Friedman, se equipara à necessidade de um tratado de não-proliferação de armas nucleares. O post Ações de empresas de software caem depois de lançamento de ‘IA superinteligente’ apareceu primeiro em Revista Oeste .

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