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Após fazer jogo duro contra Alcaraz e Sinner, João Fonseca evolui no saibro e desafia Zverev no Masters 1000 de Monte Carlo | Collector
Após fazer jogo duro contra Alcaraz e Sinner, João Fonseca evolui no saibro e  desafia Zverev no Masters 1000 de Monte Carlo
Jornal O Globo

Após fazer jogo duro contra Alcaraz e Sinner, João Fonseca evolui no saibro e desafia Zverev no Masters 1000 de Monte Carlo

Chegar às quartas de final de um Masters 1000 não é para qualquer um. Antes de João Fonseca, o último brasileiro a ir tão longe em Monte Carlo foi Gustavo Kuerten — campeão em 1999 e 2001. O jovem tenista — 19 anos — já atingiu o feito ao eliminar Matteo Berrettini, ex-top 6 e hoje 90º, por 2 sets a 0 (6/3 e 6/2), nesta quinta-feira, em Monte Carlo. Com apenas uma parcial cedida em três jogos no torneio, ele não deixa de ser franco atirador diante de Alexander Zverev (3º), na sexta, às 6h (de Brasília), mas, ao mesmo tempo, pode tirar proveito de duelos recentes com Carlos Alcaraz (1º) e Jannik Sinner (2º). Se oscilou no início da temporada ao passar por uma sobrecarga na lombar, João deu sinais de que retomou o alto nível desde Indian Wells, onde fez jogo duro contra Sinner — perdeu por duplo 7/6. Com mais confiança dentro da quadra, o desempenho do jovem tenista segue em constante evolução no saibro de Monte Carlo. Segundo Zverev, o brasileiro joga melhor nesse tipo de piso, o que não é bom sinal para o alemão. Além do fator da superfície, João tem pela frente um adversário que oferece menos obstáculos do que Alcaraz e Sinner. É o que pensa o comentarista da ESPN Brasil André Ghem, que analisa os possíveis caminhos para o brasileiro superar o alemão. — Tanto Sinner quanto Alcaraz jogam muito mais dentro da quadra, enquanto o Zverev dá mais tempo para jogar. O João vai precisar usar bastante a esquerda na paralela para atacar a direita do alemão. Ficar na troca de direita com direita também é um bom caminho para o brasileiro. Até duvido que o Zverev fique muito na cruzada, já que deve tentar puxar para a esquerda do João e, assim, assumir o domínio do ponto — analisa. Além disso, André Ghem destaca a importância de sacar bem no confronto para tomar às rédeas do ponto, já que, se precisar muitas vezes do segundo serviço, "a devolução virá funda e será preciso lutar bastante". Independentemente do que acontecer no jogo contra o Zverev, o ex-tenista brasileiro Thomaz Bellucci considera que João tem tudo para colher frutos da campanha em Monte Carlo até o torneio mais aguardado da gira de saibro: Roland Garros, entre maio e junho. Até então em 35º no ranking ao vivo da ATP, o carioca busca ganhar mais posições para entrar como cabeça de chave — os 32 primeiros colocados — no Grand Slam. — Talvez seja até interessante chegar em Roland Garros um pouco mais fresco e optar por se retirar de algum torneio menor. Ainda assim, é sempre positivo jogar um torneio grande como esse e fazer jogos em sequência. Mas, claro, tudo depende um pouco dos resultados nas outras semanas. Não adianta fazer uma boa campanha agora e depois perder nas três ou quatro primeiras rodadas seguintes. O importante é conseguir manter consistência semana a semana — ressalta Bellucci.

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