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Ucrânia e Rússia declaram cessar-fogo de 32 horas para a Páscoa Ortodoxa | Collector
Ucrânia e Rússia declaram cessar-fogo de 32 horas para a Páscoa Ortodoxa
Jornal O Globo

Ucrânia e Rússia declaram cessar-fogo de 32 horas para a Páscoa Ortodoxa

A Ucrânia e a Rússia declararão um cessar-fogo incomum de 32 horas neste fim de semana, durante o feriado da Páscoa Ortodoxa, anunciaram os líderes dos dois países em guerra nesta quinta-feira. Durante os mais de quatro anos deste conflito no coração da Europa, já houve tréguas limitadas e breves, mas Moscou e Kiev rapidamente trocaram acusações de violações. Vídeo: soldados usam drone para resgatar gato e cachorro na linha de frente da guerra na Ucrânia Veja também: Ucrânia destrói ponte sob controle russo em operação com drones; imagens impressionam Com as negociações para o fim das hostilidades prejudicadas pela guerra no Oriente Médio, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse nesta semana que apresentou uma proposta de trégua para o feriado por meio dos Estados Unidos, cujo governo tem liderado as negociações. O Kremlin afirmou em um comunicado nesta quinta-feira que, por ordem do presidente Vladimir Putin, um cessar-fogo será declarado para o feriado da Páscoa Ortodoxa "das 16h (13h GMT) do dia 11 de abril até o final do dia 12 de abril de 2026". O comunicado do Kremlin não mencionou a proposta inicial de Kiev. Galerias Relacionadas Horas depois, Zelensky respondeu: "A Ucrânia afirmou repetidamente que estamos preparados para tomar medidas recíprocas. Propusemos um cessar-fogo este ano durante o feriado da Páscoa e agiremos de acordo." "As pessoas precisam de uma Páscoa livre de ameaças e de progresso real rumo à paz, e a Rússia tem a oportunidade de evitar o retorno das hostilidades após a Páscoa", acrescentou ele nas redes sociais. Putin ordenou ao Estado-Maior russo que "cesse as operações de combate em todas as direções durante este período", declarou o Kremlin, embora tenha especificado que as tropas estão preparadas para "responder a qualquer possível provocação do inimigo". "Presumimos que o lado ucraniano seguirá o exemplo da Federação Russa", afirmou Moscou. Galerias Relacionadas A guerra na Ucrânia, desencadeada pela invasão russa em fevereiro de 2022, já ceifou centenas de milhares de vidas e deslocou milhões de pessoas, tornando-se o conflito mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Diversas rodadas de negociações lideradas pelos EUA não conseguiram produzir um acordo entre as partes em conflito, e o diálogo estagnou ainda mais, já que a atenção de Washington se voltou para o Irã desde 28 de fevereiro. Progresso lento Nos últimos anos, os combates na linha de frente diminuíram consideravelmente, e os ataques com drones agora dominam a guerra. Moscou obteve pequenos ganhos territoriais a um alto custo. Mas Kiev conseguiu recentemente recuperar terreno no sudeste, e os avanços russos têm diminuído desde o final de 2025, de acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), com sede nos EUA. Galerias Relacionadas Além dos contra-ataques ucranianos, analistas atribuíram a desaceleração à proibição imposta à Rússia do uso dos satélites Starlink da SpaceX e aos esforços de Moscou para bloquear o aplicativo de mensagens Telegram. Essa rede de satélites e o aplicativo de mensagens eram amplamente utilizados pelas tropas para se comunicarem, especialmente para coordenar ataques com drones. A situação, no entanto, é desfavorável para a Ucrânia na região de Donetsk, de acordo com o ISW. Moscou exige que a Ucrânia retire suas tropas de duas cidades-chave na região sem combate, como parte de qualquer acordo de paz. Nos últimos dias, a Ucrânia intensificou os ataques contra alvos russos relacionados à energia, especialmente portos de exportação de petróleo, após a alta dos preços do petróleo bruto em decorrência da guerra no Oriente Médio. Na realidade, as negociações já pareciam estar em um impasse, visto que Moscou exige concessões territoriais e políticas de Kiev, que Zelensky rejeitou como equivalentes à capitulação. Moscou ocupa pouco mais de 19% do território ucraniano, a maior parte conquistada durante as primeiras semanas do conflito.

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