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Empresário suspeito de operar esquema de fraudes no INSS fecha delação premiada com a PF | Collector
Empresário suspeito de operar esquema de fraudes no INSS fecha delação premiada com a PF
Jornal O Globo

Empresário suspeito de operar esquema de fraudes no INSS fecha delação premiada com a PF

Preso desde setembro do ano passado por suspeita de ser um dos operadores do esquema de fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com descontos indevidos em aposentadorias e pensões, o empresário Maurício Camisotti fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. Camisotti foi preso preventivamente na Operação Sem Desconto, que também deteve o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS". Os advogados que negociaram a delação com as autoridades são Átila Machado e Celso Vilardi. Os defensores já atuaram em delações antes. Vilardi fez a colaboração da Hypera Pharma, e Machado, do doleiro Dario Messer — as duas no contexto da Operação Lava-Jato. Procurada, a defesa não se manifestou. Camisotti e o Careca do INSS são suspeitos de serem os principais operadores do suposto esquema que desviava recursos de aposentadorias e pensões pagas pelo INSS por meio de acordos de cooperação técnica com a autarquia, segundo as investigações. Os valores eram cobrados sem o consentimento dos beneficiários. "Do material colhido nas diversas diligências, emergem indícios robustos de que os indivíduos inicialmente investigados, Antônio Carlos Camilo Antunes e Maurício Camisotti, atuavam como líderes da estrutura delitiva, promovendo o branqueamento de milhões de reais provenientes dos descontos indevidos", pontuou o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), em uma das decisões. Como mostrou a colunista Malu Gaspar em novembro do ano passado, Camisotti sacou R$ 7,2 milhões em dinheiro vivo em 17 saques efetuados entre 2018 e 2025, segundo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o que levantou suspeitas. Para a PF, ele adotou “condutas graves relacionadas à dilapidação patrimonial, conforme apontado pelo Coaf”.

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