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A Vibra Energia, operadora dos postos de combustíveis que ainda levam o nome comercial Petrobras, informou que vai aderir em abril ao programa de subvenção do óleo diesel criado pelo governo federal para conter a alta do preço do derivado de petróleo . A adesão da Vibra, dona de cerca de 8 mil postos de combustíveis pelo país , representa um ganho de escala do programa lançado inicialmente em 12 de março, uma vez que as três principais revendedoras tinham ficado de fora da adesão. Além da Vibra, a Raízen (postos Shell) e a Ipiranga tinham declinado de receber a subvenção. Notícias relacionadas: Inflação oficial chega a 0,88% em março, diz IBGE . Justiça mantém liminar que derruba imposto na exportação de petróleo. Por meio de nota, a Vibra informou que analisa os detalhes técnicos e segue em diálogo com governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) , órgão regulador do setor, “com intuito de esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística”. A empresa acrescentou que “reitera seu apoio a medidas que busquem a previsibilidade do mercado nacional, visando minimizar impactos para o consumidor final e para os setores produtivos do país”. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Ex-BR Distribuidora A Vibra é a empresa vencedora do processo de privatização da então subsidiária da Petrobras BR Distribuidora, iniciado em 2019 e concluído em 2021. Até 2029 a Vibra tem direito de usar a marca Petrobras em seus postos de revenda. Os dados mais recentes da ANP mostram que a companhia lidera o mercado de óleo diesel no país com 21,24% de market share (participação). Em seguida figuram a Ipiranga (17,72%) e a Raízen (17,34%). Subvenção O programa de subvenção foi lançado inicialmente em 12 de março, com a oferta de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel que vendessem o combustível abaixo do valor da tabela determinada pela ANP . No último dia 6, o governo ampliou a subvenção, acrescentando R$ 1,20 por litro para a importação de diesel. No caso, estados dividiriam os custos da medida com a União. O benefício é válido inicialmente por dois meses e pode chegar a R$ 4 bilhões. Foi anunciada também uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com custo estimado de R$ 3 bilhões mensais. Nos dois casos, as empresas deverão repassar a redução ao consumidor. A ANP mantém atualizada uma tabela com o preço de referência do óleo diesel para monitorar o nível de preço do produto vendido pelos beneficiados com a subvenção. Para importador, por exemplo, o preço de comercialização fica entre R$ 5,51 e R$ 5,75, dependendo da região do país. A última atualização da ANP indica que nove empresas, entre importadores, revendedores e produtores, aderiram ao programa, entre elas a Petrobras e a Refinaria de Mataripe, na Bahia, segunda maior do país (fica atrás somente da Refinaria de Paulínia, em São Paulo, pertencente à Petrobras). >> Leia aqui: Justiça impede governo de cobrar 12% de imposto sobre exportação de petróleo Saiba mais no Repórter Brasil Choque do petróleo A alta no preço dos derivados de petróleo, notadamente o óleo diesel, foi desencadeada pelo conflito no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques militares ao Irã . Como a região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas de logística, como o Estreio de Ormuz, controlado pelo Irã, a cadeia produtiva foi afetada, diminuindo a oferta de petróleo no mundo. O resultado foi a escalada do preço do barril. No Brasil a alta foi sentida logo pelo diesel, uma vez que 30% do consumo nacional vem do mercado internacional. Inflação oficial A alta no preço dos combustíveis foi indicada nesta sexta-feira (10) pelo termômetro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) , a chamada inflação oficial do país. A inflação de março foi de 0,88%, puxada principalmente pelo grupo transportes. O item combustíveis subiu 4,47%. A gasolina, que em fevereiro tinha 0,61%, subiu 4,59% em março. O diesel passou de aumento de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março.
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