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Representante de Israel afirma que não discutirá cessar-fogo com o Hezbollah em negociações com o Líbano | Collector
Representante de Israel afirma que não discutirá cessar-fogo com o Hezbollah em negociações com o Líbano
Jornal O Globo

Representante de Israel afirma que não discutirá cessar-fogo com o Hezbollah em negociações com o Líbano

Os representantes de Israel e Líbano nos EUA conversaram por telefone nesta sexta-feira, o primeiro contato direto entre os dois lados para discutir o fim da nova ofensiva militar israelense no país árabe. Uma reunião em Washington está marcada para a próxima semana, mas o diplomata israelense antecipou que um tema não estará na pauta: o cessar-fogo contra o Hezbollah, sugerindo que os bombardeios e a ofensiva terrestre continuarão, uma ameaça também à trégua na guerra contra o Irã. 357 mortos: ‘Chegamos a atender cerca de 60 pacientes em poucas horas’, diz ao GLOBO médico libanês após ataques israelenses Ameaça: Trump diz que Irã 'não tem cartas' além do controle de Ormuz Em comunicado, Yechiel Leiter confirmou a conversa com a embaixadora libanesa, Nada Hamadeh Maacoud, assim como a reunião na próxima terça-feira, em Washington, dando início a "negociações formais de paz", com o apoio do goverrno americano. Mas ele acrescentou que "Israel se recusou a discutir um cessar-fogo com a organização terrorista Hezbollah, que continua a atacar Israel e é o principal obstáculo para a paz entre os dois países". Sem citar o grupo político-militar, a Presidência do Líbano confirmou a reunião "para analisar o anúncio do cessar-fogo e a data de início das negociações entre o Líbano e Israel, sob os auspícios dos EUA". Ataques de Israel causam destruição no sul de Beirute Horas depois do anúncio de uma trégua de duas semanas na ofensiva de EUA e Israel contra o Irã, na segunda-feira, as forças israelenses lançaram um violento ataque contra o Líbano, nominalmente contra o Hezbollah, mas que atingiu áreas densamente povoadas onde a organização não está presente militarmente. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, 357 pessoas morreram. Novos bombardeios ocorreram nos dias seguintes, assim como lançamentos de foguetes do Hezbollah contra o território israelense. Desde o começo do mês passado, quando teve início a ofensiva de Israel no país árabe, quase duas mil pessoas morreram. Initial plugin text Os combates no Líbano, uma frente secundária da guerra contra o Irã, são hoje o maior risco à manutenção da trégua no Golfo Pérsico. Inicialmente, o Paquistão, que media o diálogo entre Teerã e Washington, afirmou que o território libanês estava incluído no cessar-fogo. Israel, com o apoio dos EUA, negou a alegação e prosseguiu com os ataques. O Irã afirmou que se tratava de uma violação do acordo, voltou a fechar o Estreito de Ormuz e ameaçou retomar os lançamentos de drones e mísseis. Na véspera da primeira reunião entre representantes de EUA e Irã no Paquistão, neste sábado, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que a interrupção dos combates no Líbano, além do descongelamento de bilhões em fundos iranianos no exterior, eram condições obrigatórias para que se sentasse à mesa. As delegações já estão em Islamabad. — Considero a conversa telefônica entre os embaixadores [libanês e israelense] uma boa notícia — disse Henry Ensher, ex-embaixador americano, à rede catariana Al Jazeera. — Se os iranianos querem uma desculpa para iniciar as negociações, esta seria a ideal. Afinal, os libaneses já concordaram em dialogar diretamente [com os israelenses], então por que os iranianos não deveriam seguir em frente e negociar com os americanos que estão no Paquistão? Entenda: Cessar-fogo foi anunciado como vitória por EUA e Irã, mas é possível apontar um vencedor? Segundo o portal Axios, EUA e Libano pediram, antes da reunião da semana que vem, que Israel pause os bombardeios temporariamente, e que adote o mesmo entendimento de novembro de 2024, determinado ao final de outra guerra contra o grupo xiita: o de que ações armadas só devem ser realizadas contra ameaças iminentes. O jornal libanês L'Orient Le Jour alega que o experiente embaixador Simon Karam, que já negociou com Israel, pode participar do encontro, e que os EUA exigem um compromisso de Beirute sobre o desarmamento do Hezbollah — na véspera, o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que "negociações [com o Líbano] se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações de paz entre Israel e o Líbano".

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