Revista Oeste
A novela Três Graças , exibida pela TV Globo , levou ao ar nesta semana uma cena que chamou atenção: a personagem Lucélia, interpretada pela atriz Daphne Bozaski, assume o comando de um ponto de tráfico de drogas e passa a se apresentar como uma espécie de líder feminista do crime. Na cena, a vilã toma o controle da boca depois da saída do antigo líder, Bagdá, e impõe sua autoridade armada. “Agora é empoderamento feminino aqui na biqueira”, afirma a personagem, enquanto aponta uma arma e dispara tiros para o alto. Nos últimos anos, as novelas da Globo passaram por mudanças estruturais, com maior ênfase em “diversidade”. As mudanças atingiram em cheio a dramaturgia, o que ampliou a promoção de pautas “progressistas” na programação. Assista à cena protagonizada por Daphne Bozaski Na novela “Três Graças”, da Globo, a personagem Lucélia assume o comando da favela e comemora: “É empoderamento feminino na biqueira!” pic.twitter.com/yt3NUBbrvS — République (@republiqueBRA) April 11, 2026 A influência das novelas da Globo Estudos mostram que as novelas brasileiras influenciam o comportamento e a percepção social. Pesquisas de economistas ligados ao Banco Mundial, como Alberto Chong e Eliana La Ferrara, afirmam que a ampliação do alcance da Globo esteve associada à queda da fertilidade e a mudanças no modelo familiar no país. Essa alteração no comportamento é acompanha pela promoção de pautas como “identidade de gênero” , “diversidade”, “representatividade” e “conflitos sociais”. A personagem Lucélia surge nesse contexto. Ao assumir o controle do tráfico e associar sua ascensão a um discurso de empoderamento, a novela mistura o universo da criminalidade com o das pautas identitárias. Contudo, a associação dessas pautas não é inédita na teledramaturgia. Novelas como A Força do Querer e Salve Jorge , por exemplo, já retrataram mulheres em posições de comando no crime. Em outros casos, como Amor de Mãe , personagens se apropriam de valores sociais para justificar ações extremas. + Leia mais notícias de Cultura em Oeste O post Novela da Globo inventa traficante feminista apareceu primeiro em Revista Oeste .
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