Jornal O Globo
Mesmo com a discussão sobre o futuro político do estado do Rio de Janeiro ainda em aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), que será o responsável por definir como serão realizadas as eleições para o governador que ocupará o cardo até o fim do ano, as discussões sobre quem assumirá o posto em 2027 já foram iniciadas. O PSOL definiu neste sábado que o vereador William Siri será o seu representante na disputa, que já tem os nomes do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), do deputado estadual Douglas Ruas (PL) e do ex-governador Anthony Garotinho entre os postulantes ao posto. -- Assumo esse compromisso com muita responsabilidade com o meu partido e com a população do Rio de Janeiro. Sou o primeiro parlamentar eleito pelo PSOL na Zona Oeste, território conflagrado e há décadas abandonado pelo Estado. Vou lutar pelo fim das desigualdades, pela valorização do serviço público e pelos direitos dos trabalhadores-- disse o vereador após a a Conferência Eleitoral que escolheu seu nome e também definiu a vereadora Mônica Benicio como pré-candidata ao Senado A escolha de William Siri para disputar o governo diz respeito apenas à eleição que vai definir o ocupante do Palácio Guanabara a partir de 2027 e não garante sua participação em uma eventual eleição suplementar ainda este ano. O PSOL ainda não definiu se terá candidatura própria ou apoiará um nome único na esquerda para o um possível "mandato tampão" até o fim do ano. Desde o mês passado, o presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto, assumiu como governador em exercício. Isso aconteceu após o então chefe do executivo fluminense, Cláudio Castro (PL), renunciar ao cargo, para se candidatar ao Senado Federal nas próximas eleições, em outubro. No dia seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral declarou a inelegibilidade de Castro por oito anos. Na falta do vice-governador, já que Thiago Pampolha já havia se afastado do cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o executivo entrou em situação de dupla vacância, sem substituto direto na linha sucessória. A situação se agravou ainda mais porque, pela regra, o comando deveria passar ao presidente da Alerj. Mas o posto ficou indefinido após a cassação de Rodrigo Bacellar, que está preso. A Assembleia chegou realizar uma eleição-relâmpago para a presidência, vencida pelo deputado Douglas Ruas, com o objetivo de levá-lo ao governo, mas a mesma foi anulada pela Justiça por descumprimento de regras. Decisão no STF A questão foi judicializada e está sob análise do Supremo Tribunal Federal, o processo ficou suspenso até decisão da Corte. Os magistrados discutem se a definição de um novo governador para o estado, que ocupará um mandato-tampão até o fim do ano, deve acontecer por eleições diretas ou indiretas na Alerj. O julgamento, no entanto, foi suspenso após o ministro Flávio Dino pedir vista, mas até o momento o placar está em 4 a 1 pelo pleito de forma indireta.
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