Revista Oeste
Aviso! Dada a iminente “crise climática” que destruirá a humanidade muito em breve, teremos de expor a hipocrisia deste alarmismo com bastante sarcasmo, pois bastaram duas semanas de guerra com o Irã , no fim de março de 2026, para que o mundo tremesse por causa da suposta ausência de petróleo nos mercados. Ué, mas não estamos em plena era expansionista da “transição energética” que já custou bilhões de dólares, mas não conseguimos atingir nenhuma meta? Ainda estamos tão ligados assim ao petróleo? Pois é, ao que parece, ou melhor, com toda a certeza, o mundo nunca esteve preparado para substituir o ouro negro e tudo o que dizem do “avanço dessa transição” não passa de um discurso falacioso que enriquece alguns e algema outros. Desta forma, a primeira baixa da guerra ( EUA + Israel) x Irã foi o discurso da fraude climática que é tão usado para justificar “energias sustentáveis”, mantendo o mundo a funcionar. Os EUA resolveram declarar guerra ao Irã devido às interferências deste país no Estreito de Ormuz. É míssil para lá, é bomba para cá e o petróleo, segundo as notícias, circulou menos pelo mundo. De repente, o preço do barril passou dos US$ 100, e o pânico se instaurou rapidamente, mesmo com a produção iraniana respondendo a 20% do petróleo global e com uma flexibilização do transporte pelo estreito marítimo podendo oscilar entre 20% e 50% (isto é muita coisa). Curiosamente, o preço refletiu em estoques já estabelecidos nos países; portanto, não se tratou de falta real ou de novas compras, mas de especulação sobre estoques antigos. Adiciona-se a isso que, em menos de três dias de conflito, o discurso dominante era de falta de óleo e seus derivados nas cadeias globais de produção, como se isso fosse possível, admitindo que os países não tivessem nenhuma reserva estratégica de estocagem para, no mínimo, 15 dias. A velocidade desse alarde trouxe um cheiro análogo ao da covid de seis anos atrás. Petróleo em xeque Muitos podem alegar que houve uma redução drástica de circulação, mas, no mesmo período, os estoques globais de emergência estiveram disponíveis para suprir essas necessidades. Assim, é no mínimo muito estranho que, em um período tão curto de tempo, seu uso não tenha surtido efeito de amortecimento de uma suposta falha de abastecimento generalizada. Mais ainda, foi a alegação de que, por usarem essas reservas internacionais de emergência, a sua própria reposição demorará cerca de dez anos. Interessante que, há menos de 20 anos, durante o governo Obama, o preço do barril se aproximou dos US$ 150 e não vimos esse alarde global como o de março de 2026. Durante os anos de 2011 a 2014, o preço esteve praticamente acima de US$ 100 devido a instabilidades geopolíticas análogas. Na mesma época, Obama queria colocar um “imposto climático” de US$ 10 por barril. Esse plano furado, além de não vingar, resultou em mais uso de petróleo por eles mesmos, os autores da proposta. A partir de 2014, quando os EUA aumentaram a sua produção interna de petróleo, o preço voltou a cair significativamente e o estúpido imposto foi arquivado. Outro fato é que, mesmo que o preço esteja em dólares, o valor real do dinheiro em 2014 era monetariamente superior ao que temos hoje, em 2026. Os processos de inflação nos EUA também teriam de ser levados em conta. Em outras palavras, os US$ 100 de 2014 eram mais fortes que o mesmo valor em 2026. Na guerra EUA x Irã, o principal efeito recaiu sobre países subdesenvolvidos, especialmente o Brasil. Incrivelmente, mal começou a guerra, os preços subiram de forma vertiginosa, principalmente o diesel no país. Contudo, não foi a Petrobras inicialmente quem subiu o preço, mas sim as distribuidoras, que embarcaram no discurso da “crise” sem existir um aumento na fonte. Isso ocorreu na primeira semana, o que nos fez concluir que “algo” deve ter ocorrido dentro do processo de distribuição que se conectou magicamente com a guerra. + Leia notícias do Mundo em Oeste Deve ser uma ação transcendental, assim como foi “estourar” uma guerra dessas justamente quando o Brasil tinha que colher mais uma de suas safras recordes, prejudicando o funcionamento das máquinas agrícolas e o transporte, que, em essência, no Brasil, ainda é majoritariamente rodoviário. Curioso que ninguém fez esse comentário. Afinal, quem se beneficiaria se o Brasil tivesse perdas em uma de suas principais fontes de renda? Os produtores rurais, já pressionados por impostos e prejuízos, sobre a linha da navalha, ainda receberam mais um revés de custos no período mais crítico das operações, quando vão colher os frutos do seu trabalho. Enquanto isso, o desgoverno falou, falou, falou e não fez nada, pois as medidas anunciadas não surtiram efeito. Segundo o pronunciamento do Planalto, realizado em 26 de março, o Brasil ainda teria reservas garantidas até o final de abril. Veremos se é verdade. Ainda no dia 25 de março, o governo do Irã anunciou que o estreito estava aberto para “nações amigas”, que, supostamente, devem incluir o Brasil, dados os laços com os atuais governantes. Então, o Brasil, o “protagonista climático”, poderia ir buscar petróleo quando bem quisesse, ou entendi errado? Será que ficaria constrangedor ter de escolher entre o desenvolvimento racional ou o fantasioso “sustentável”? https://www.youtube.com/watch?v=8PIxUFxAGDQ O mais surpreendente são as ONGs de desinformação climática calculando o “peso climático da guerra”. Falam genericamente sobre mortes e tragédia social, mas dedicam-se extensamente à perda de “benefícios climáticos”, com a emissão de 5 milhões de toneladas de CO₂ em 14 dias. Isso demonstra que o objetivo nunca foi salvar vidas, mas servir a uma agenda. Além disso, ignoram deliberadamente o outro lado da conta: se houve desabastecimento, também houve menor consumo — e, portanto, menos emissões. O cálculo só vale quando convém. Os ongueiros ainda afirmaram que a crise prova a vulnerabilidade do petróleo, quando, na verdade, evidencia sua centralidade. As fontes alternativas não sustentam o sistema global. São instáveis e insuficientes, como mostram exemplos europeus recentes. Aliás, a própria contradição aparece quando ativistas pressionam pela retomada do fornecimento de petróleo a Cuba. Ou seja: quando convém, o petróleo é essencial. https://www.youtube.com/watch?v=-daLCP9zmH0 Por fim, a chamada “ebulição climática” parece ter dado uma pausa. Em 25 de março de 2026, o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu a normalização do escoamento de petróleo iraniano. O mesmo que, anos antes, fazia discursos alarmistas sobre o clima. Conclui-se que o petróleo segue sendo o motor do mundo. E que, diante de qualquer abalo mínimo, o discurso climático rapidamente se curva à realidade. Leia também: “As ‘mudanças climáticas’ são puro alarmismo” O post Cadê o Petróleo? apareceu primeiro em Revista Oeste .
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