Revista Oeste
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições parlamentares deste domingo, 12, e telefonou para parabenizar o líder oposicionista Péter Magyar, chefe do Partido Tisza, que caminha para uma vitória expressiva. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Com parte significativa das urnas já apuradas, os números preliminares indicavam uma vantagem confortável do Tisza e a possibilidade de uma maioria qualificada no Parlamento de 199 cadeiras. Projeções com pouco mais da metade dos votos contados apontavam o partido de Magyar com cerca de 136 assentos, enquanto o governista Fidesz ficaria com pouco mais de cinquenta. View this post on Instagram A post shared by Orbán Viktor (@orbanviktor) Em mensagem divulgada nas redes sociais, Magyar limitou-se a escrever: “Obrigado, Hungria”. Também nas redes, ele relatou o contato do primeiro-ministro. “O primeiro-ministro Viktor Orbán me telefonou para me parabenizar pela vitória." Orbán admitiu publicamente o revés ainda antes do resultado final. “Os resultados ainda não são definitivos, mas a situação é clara”, disse. “O resultado da eleição é doloroso para nós, porém claro.” Ele acrescentou que a responsabilidade de governar não foi atribuída ao seu grupo político. “Eu já parabenizei o vencedor.” A eleição marca uma mudança significativa depois de anos de domínio político de Orbán, que construiu na Hungria um modelo nacionalista e eurocético frequentemente descrito por ele como uma “democracia iliberal”. Nos últimos anos, porém, parte do eleitorado passou a demonstrar insatisfação diante da estagnação econômica, do aumento do custo de vida e de críticas envolvendo a proximidade entre o governo e grandes empresários. O premiê afirmou ainda que seu campo político seguirá atuando. “Serviremos a nossa nação a partir da oposição. Nossa tarefa agora é fortalecer nossas comunidades. Nunca desistiremos.” O partido de Orbán, o Fidesz – União Cívica Húngara, tem um perfil de partido nacional-conservador e eurocético, que governa a Hungria desde 2010 sob a liderança do primeiro-ministro que agora se despede. O Fidesz chegou ao poder em 1988, quando Orbán teve seu primeiro mandato como primeiro-ministro, como uma resposta aos anos de ditadura comunista. Primeiro mandato de Viktor Orbán A votação deste domingo começou pela manhã e terminou no início da noite. A vitória do Tisza repercutiu entre líderes europeus. O partido, fundado em 2020, tem um perfil centro-direita reformista, mas pró-europeu. A presidente da Comissão Europeia , Ursula von der Leyen, afirmou que o resultado representa um passo do país em direção à União Europeia. “O coração da Europa bate mais forte na Hungria esta noite," escreveu ela. "O país escolheu a Europa." Leia mais: "Hard power: o que é e como os países exercem poder militar e econômico" O presidente da França, Emmanuel Macron, disse ter conversado com Magyar para cumprimentá-lo pela vitória e afirmou que o resultado reflete a participação democrática e o apego dos húngaros aos valores europeus. O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, também enviou felicitações e declarou esperar cooperação para “uma Europa forte, segura e unida”. O post Viktor Orbán reconhece derrota para candidato pró-Europa na Hungria apareceu primeiro em Revista Oeste .
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