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PF conclui pela segunda vez que Jair Bolsonaro não interferiu em investigações
Revista Oeste

PF conclui pela segunda vez que Jair Bolsonaro não interferiu em investigações

A Polícia Federal (PF) concluiu pela segunda vez que não há indícios de crime do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na investigação sobre suposta interferência política na corporação. A informação foi divulgada neste domingo, 12. + Leia mais notícias de Política em Oeste A primeira conclusão nesse sentido foi apresentada em março de 2022, quando a PF enviou relatório final ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual declarou que não havia elementos que configurassem crime. O inquérito havia sido aberto em abril de 2020 pelo então ministro Celso de Mello, a pedido do então procurador-geral da República, Augusto Aras. https://www.youtube.com/watch?v=84x3-lbU4h8 A investigação teve origem nas declarações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro ao deixar o governo. Na ocasião, ele afirmou ter sofrido pressão de Bolsonaro para promover mudanças no comando da PF, incluindo a substituição do então diretor-geral Marcelo Valeixo. Durante quase dois anos de apuração, a PF ouviu 18 pessoas, realizou perícias, analisou dados e determinou quebras de sigilo telemático. O relatório, assinado pelo delegado Leopoldo Soares Lacerda, concluiu que não havia elementos mínimos que indicassem a existência de crime nem por parte de Bolsonaro nem de Moro. Valeixo, que comandava a PF em 2019, em depoimento no inquérito da suposta interferência, declarou que as investigações de Moraes não passavam pelo comando da corporação. Assim, não haveria possibilidade de Bolsonaro interferir nas apurações. Em setembro de 2022, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido o arquivamento do inquérito, com o argumento de que as condutas não configuravam crime. Em outubro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do STF , que assumiu o inquérito depois da aposentadoria de Mello, determinou a reabertura da investigação. Ele atendeu à solicitação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu novas diligências na investigação. PF reiterou conclusão sobre suposta interferência de Jair Bolsonaro Depois de nova análise das provas já reunidas, a PF reiterou a conclusão de que não há elementos que justifiquem imputação penal. No relatório complementar, o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, da Diretoria de Inteligência Policial, afirmou que as diligências realizadas à época dos fatos não revelaram informações capazes de sustentar acusações criminais. “Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 – CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências realizadas à época dos fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, declarou o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, sobre o inquérito policial (IPL). Leia mais: "PF conclui que Bolsonaro não cometeu crime de interferência" O IPL foi conduzido nas unidades da estrutura de inteligência da PF: Coordenação de Contrainteligência ( CCINT); Coordenação-Geral de Contrainteligência (CGCINT) e Diretoria de Inteligência Policial (DIP), que participaram ou supervisionaram o inquérito. Segundo o delegado, a PF também solicitou ao ministro Moraes o compartilhamento de eventuais provas do chamado inquérito das fake news que indicassem interferência indevida na corporação, mas o magistrado respondeu que não havia elementos nesse procedimento que confirmassem tal hipótese. Depois de receber o novo relatório, Moraes encaminhou o caso para análise de Gonet, que poderá pedir novas diligências ou solicitar o arquivamento definitivo da investigação. O post PF conclui pela segunda vez que Jair Bolsonaro não interferiu em investigações apareceu primeiro em Revista Oeste .

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