Jornal O Globo
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres no domingo que não é um "grande fã" do Papa Leão XIV, depois que o líder da Igreja Católica fez um apelo pela paz no domingo. Entenda: por que termo 'bloqueio' usado por Trump amplia risco militar e atrai críticas nos EUA Leia também: Trump ameaça China com tarifas 'assombrosas' caso país forneça ajuda militar ao Irã "Não sou um grande fã do Papa Leão. Ele é uma pessoa muito liberal e não acredita em acabar com o crime", disse Trump na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland. Trump acusou o pontífice de "brincar com um país que quer uma arma nuclear". No sábado, o papa americano de 70 anos implorou publicamente aos líderes mundiais que acabassem com a violência, dizendo: "Parem com a idolatria do ego e do dinheiro! Parem com as demonstrações de poder! Parem com a guerra!". Galerias Relacionadas Já neste domingo, o Papa expressou sua proximidade com o povo libanês, afirmando haver uma "obrigação moral" de protegê-lo e apelando às partes em conflito para que busquem a paz. O país foi arrastado para a guerra no Oriente Médio no mês passado, em meio às operações militares de Israel contra o movimento xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã. As autoridades libanesas relataram mais de 2.000 mortos em ataques israelenses no conflito, com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) fazendo um apelo especial à proteção das crianças e adolescentes do país. — Estou mais próximo do que nunca, nestes dias de tristeza, medo e esperança inabalável em Deus, do amado povo libanês — disse o Papa à multidão na Praça de São Pedro após a oração do Regina Coeli, acrescentando: — O princípio da humanidade, inscrito na consciência de cada pessoa e reconhecido pelo direito internacional, implica a obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra. Como já fez no passado, sem citar nomes, o Papa americano apelou às partes envolvidas para que busquem uma solução pacífica.
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