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Dia da Mulher no Samba: o mapa de Quitéria Chagas pelos sambas cariocas | Collector
Dia da Mulher no Samba: o mapa de Quitéria Chagas pelos sambas cariocas
Vogue Brasil

Dia da Mulher no Samba: o mapa de Quitéria Chagas pelos sambas cariocas

Quitéria Chagas conhece o samba do Rio por dentro. Atriz e rainha de bateria do Império Serrano — escola que revelou Dona Ivone Lara, Jovelina Pérola Negra, Tia Ciata e Tia Maria do Jongo —, ela construiu um roteiro pela cidade com seis endereços onde o samba é levado a sério e onde ela, como mulher, sempre se sentiu em casa. Da Lapa a Madureira, passando pela Barra da Tijuca, os lugares têm em comum algo que vai além da boa música: são espaços de troca, de memória e de pertencimento real. "Eu, como rainha de bateria, carrego no meu samba a força da nossa história e das mulheres que abriram caminhos para que hoje a gente ocupe nossos espaços com verdade', diz ela, que fez um guia especial para o Dia da Mulher no Samba, celebrado nesta segunda-feira (13.04). Confira o roteiro abaixo: Selecionar uma imagem Beco do Rato (Lapa) Rio Scenarium (Centro) Instagram/REprodução O Beco tem algo que eu valorizo demais: respeito pelo samba. A música vem em primeiro lugar, e isso muda tudo. É um ambiente onde a gente se sente acolhida, segura, onde não precisa disputar espaço - ele já existe. É um lugar de escuta, de troca e de presença feminina com naturalidade. R. Joaquim Silva, 11 - Lapa, Rio de Janeiro | @Becodorato Roda de Samba Nego Damoé (Madureira) Debaixo do viaduto de Madureira, às sextas-feiras, acontece uma roda que tem algo muito especial pra mim: o espaço que é dado às mulheres. Rainhas, musas, passistas - todas têm vez, voz e visibilidade. É um samba que nasce da coletividade, da vontade de estar junto. Não tem distância, não tem filtro. E é ali que eu vejo, com muito orgulho, tantas mulheres ocupando o centro com coragem. Viaduto Negrão de Lima, em Madureira | @negodamoe Rio Scenarium (Centro) Rio Scenarium (Centro) Divulgação Na Rua do Lavradio, esse é um verdadeiro templo do samba. Um lugar que reúne referências, memória e ancestralidade. Ali, o samba conecta mundos - gente do Rio, gente de fora - mas a essência permanece intacta. Eu gosto muito porque valoriza o nosso ritmo com qualidade e abre espaço para tantas mulheres brilharem no palco. Rua do Lavradio, 20 - Centro, Rio de Janeiro | @rioscenarium Bar do Zeca Pagodinho (Barra da Tijuca) Bar do Zeca Pagodinho (Barra da Tijuca) Instagram É um lugar que tem identidade, tem cuidado e tem verdade. E eu falo também como mãe: é um espaço onde consigo unir o samba com a minha vida pessoal. Minha filha Helena ama, e eu adoro viver esse momento com ela - curtir um samba de qualidade, em um ambiente acolhedor, leve e familiar. Isso também é pertencimento. Av. das Américas, 8585 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro | @bardozecapagodinho Bar dois Arlindos (Barra da Tijuca) Initial plugin text Aqui é emoção pura. Falar da família do Arlindo Cruz é falar de uma história que também atravessa a minha. Arlindo sempre teve um carinho enorme por mim, fazia meus coquinhos, me incentivava… Estar nesse espaço é me reconectar com essa memória. E é lindo ver como essa história continua viva com Arlindinho, Babi Cruz e Flora Cruz. É um lugar de legado - e de continuidade feminina também. Av. Ayrton Senna, 2541 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro | @botecodoisarlindos Casarão do Firmino (Lapa) Initial plugin text O Casarão é liberdade. É essência. É o samba acontecendo sem amarras. Um espaço democrático, onde a música é verdadeira e onde as mulheres chegam, cantam, tocam e ocupam - sem pedir licença. Como dizia Aluísio Machado, “o samba é minha verdade, minha luta e minha identidade”. E é exatamente isso que eu sinto ali. Revistas Newsletter Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!

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