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CPI do Crime Organizado encerra trabalhos com baixa adesão e sem ouvir 90 convocados | Collector
CPI do Crime Organizado encerra trabalhos com baixa adesão e sem ouvir 90 convocados
Revista Oeste

CPI do Crime Organizado encerra trabalhos com baixa adesão e sem ouvir 90 convocados

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dedicada ao crime organizado encerra suas atividades nesta terça-feira, 14, depois de quatro meses de funcionamento, sem conseguir ouvir mais de 90 pessoas que haviam recebido convocação ou convite. + Leia mais notícias de Política em Oeste Segundo levantamento da CNN Brasil , a comissão aprovou a convocação de pelo menos 110 nomes. Entre eles, havia ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) , governadores e especialistas em segurança pública. No entanto, apenas 18 pessoas prestaram depoimento desde o início dos trabalhos. Baixa adesão e ausências marcantes na CPI Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado Na próxima semana, está prevista a oitiva do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, além da apresentação e votação do relatório final da CPI. Entre os convidados ainda em fevereiro, estavam os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Os dois ministros não compareceram. O colegiado ouviu Galípolo na semana passada . O grupo de trabalho também buscou, mas não obteve, os depoimentos do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). Leia mais: "O Brasil acordou" , artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 317 da Revista Oeste Ambos eram convocados obrigatoriamente, mas não compareceram depois de obterem habeas corpus . O objetivo era esclarecer questões sobre fraudes financeiras no Banco Master. Pressão por prorrogação e embate político A comissão pretendia ainda ouvir ao menos 11 governadores e seus secretários de Segurança Pública. Ela pretendia traçar um panorama da atuação do crime organizado nos Estados, mas somente Jorginho Mello (PL-SC) participou das audiências. A cúpula da CPI pressionou o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), para estender os trabalhos por mais 60 dias. Contudo, o pedido foi negado, sob a justificativa da proximidade das eleições. Leia também: "O que o Galípolo não quis (ou não pôde) responder" , artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 317 da Revista Oeste “Ele [ Alcolumbre ] justifica dizendo que se trata de um ano eleitoral, e na visão dele não é bom ter uma CPI tramitando", afirmou o relator Alessandro Vieira (MDB-SE), depois de reunião com o presidente do Senado na terça-feira 7. "É óbvio que não concordamos, entendo que o presidente Davi presta um grande desserviço à população.” https://www.youtube.com/watch?v=ycaOr-1EXEc O post CPI do Crime Organizado encerra trabalhos com baixa adesão e sem ouvir 90 convocados apareceu primeiro em Revista Oeste .

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