Jornal O Globo
A companhia aérea espanhola Iberia suspendeu ao menos até novembro seus voos para Cuba devido à “situação” enfrentada pelo país, marcada por problemas de abastecimento em meio a um bloqueio de combustível, além de uma queda na demanda, informou nesta segunda-feira um porta-voz da empresa. — Fazemos isso por causa da situação que está sendo vivida em Cuba — explicou o porta-voz, ao mencionar os “muitos problemas de abastecimento”, que já obrigavam a realizar uma escala técnica nos voos de retorno, além da “escassez de demanda” por viagens à ilha. No entanto, a Iberia mantém aberta a venda de passagens a partir de novembro, mês em que a empresa pretende retomar a rota, desde que as condições permitam, informaram fontes à agência EFE. Durante o mês de abril, a Iberia operará três frequências semanais entre Madri e Cuba, e em maio reduzirá sua programação para dois voos semanais. A partir de junho, as operações diretas nessa rota serão temporariamente suspensas. Enquanto durar a suspensão, os clientes da Iberia poderão viajar até o Panamá e, de lá, seguir para Cuba graças a um acordo compartilhado com a Copa Airlines. Os escritórios da Iberia em Havana permanecerão abertos para atender os clientes. Desde 9 de fevereiro, a operação já vinha sendo afetada pelas condições da ilha e, desde então, os aviões faziam uma escala técnica em Santo Domingo para reabastecimento nos voos de retorno a Madri, devido à escassez de combustível em Cuba. Na mesma data, as autoridades cubanas informaram às companhias aéreas que operam no país que o fornecimento de querosene seria suspenso por um mês. Galerias Relacionadas Em 11 de fevereiro, duas das principais companhias aéreas da Rússia, Rossiya e Nordwind, já tinham anunciado a suspensão de voos para Cuba, após iniciarem a retirada de turistas russos do país. — A aviação civil cubana notificou todas as companhias de que não haverá mais fornecimento de JetFuel, o combustível de aviação, a partir de terça-feira, 10 de fevereiro, às 0h00 — horário local, indicou à época, sob condição de anonimato, um executivo de uma companhia aérea europeia à AFP. Segundo ele, por enquanto, a medida foi anunciada por um período de um mês e obrigará as companhias que operam voos de longa distância a realizar uma “escala técnica” nos voos de retorno para garantir o abastecimento de querosene.
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