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Homem executado com a esposa em SP era réu por homicídio e apontado como integrante do PCC | Collector
Homem executado com a esposa em SP era réu por homicídio e apontado como integrante do PCC
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Homem executado com a esposa em SP era réu por homicídio e apontado como integrante do PCC

Casal é morto a tiros dentro do carro em SP O homem executado a tiros ao lado da esposa dentro de um carro, na Zona Sul de São Paulo, era réu na Justiça acusado de homicídio e já havia sido apontado pela polícia como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Luiz Carlos Moreno do Carmo, o "Cirilo", de 40 anos, foi morto junto com Samantha Silva Alexandre do Carmo, de 36, na madrugada de sábado (12), na frente da casa de amigos, na Rua João Teixeira Ramos, onde ocorria uma confraternização. Segundo a Polícia Militar (PM), as vítimas estavam dentro do carro do dono da festa, estacionado em via pública, quando foram surpreendidas por criminosos que se aproximaram em outro veículo e dispararam diversas vezes. Os assassinos fugiram e ainda não foram identificados pela investigação (saiba mais abaixo). O g1 e a TV Globo não conseguiram localizar a defesa de Luiz para comentar o assunto. Em suas manifestações na Justiça, os advogados dele negaram o envolvimento do cliente com o PCC. Vítima era ré por homicídio Manoel Paulo da Silva Júnior, o 'Juninho', foi apontado pela polícia como chefe da milícia 'Pé de Pato'. Ele foi morto em 2022. Divulgação/Polícia Civil de SP Luiz Carlos era réu por homicídio em um processo que investiga a morte de Manoel Paulo da Silva Júnior, o "Juninho" ou "Cabeça Seca", em 30 de junho de 2022, na Avenida Guarapiranga, Jardim São Luis, Zona Sul da capital. Segundo o Ministério Público (MP), Luiz Carlos e outros 11 membros do PCC são acusados de participar do assassinato de Manoel Paulo. O motivo do crime, segundo a Promotoria: a vítima era chefe da milícia "Pé de Pato", que controlava o "gatonet", como são chamadas as transmissões clandestinas de TV a cabo, em bairros da periferia paulista. Segundo a denúncia, o "Pé de Pato", que contava com ex-policiais militares no grupo criminoso, era rival do PCC, proibindo a facção de atuar com o tráfico de drogas ou fazer bailes funk na região. No total, o MP denunciou 12 acusados pelo homicídio de Manoel - Luiz é um deles - e a Justiça tornou todos réus. Durante a fase de investigação, a Justiça também havia decretado as prisões preventivas dos investigados. A equipe de reportagem não conseguiu confirmar se os mandados foram cumpridos ou se algum deles estava em aberto, incluindo o que determinou a prisão de Luiz. O processo está com a 3ª Vara do Júri, que ainda não marcou o julgamento do caso. Execução após festa Carro das vítimas ficou crivado de balas Reprodução/Vila Andrade News A Polícia Civil ainda não tem pistas de quem matou Luiz e sua esposa e por quais motivos. Apesar disso, o histórico criminoso dele será levado em consideração nas investigações. O 37º Distrito Policial (DP), Campo Limpo, responsável por apurar o homicídio do casal, quer saber se os assassinos têm relação com o "Pé de Pato" e se a morte das vítimas seria uma vingança pela disputa com o PCC na Zona Sul. Reportagem do UOL de 2022 informava que o Primeiro Comando da Capital havia matado 5 integrantes do "Pé de Pato". De acordo com o boletim de ocorrência do caso, registrado no último sábado, Luiz e Samantha participavam de uma confraternização na casa de amigos em frente ao local onde foram mortos. Antes, segundo o depoimento do dono do imóvel onde ocorria a festa, um engenheiro amigo do casal, Luiz e a esposa estavam com outras pessoas no local, mas Luiz recebeu um telefonema e avisou que precisaria sair com Samantha. Então, pediu emprestado o carro do proprietário do imóvel, dizendo que depois retornariam à festa. Os dois saíram com o automóvel, um Audi prata. Quando voltaram ao local, estacionaram o veículo. As pessoas que estavam na casa começaram a ouvir barulhos, como de rojões, mas eram tiros. Ao saírem, viram Luiz e Samantha feridos e sangrando dentro do carro. Vizinhos acionaram a PM. Testemunhas contaram que homens em outro automóvel havia passado antes na rua, se aproximado e atirado. Depois fugiram. O carro do dono da casa ficou crivado por balas. As vítimas ainda foram levadas de ambulância a um hospital, mas não resistiram aos ferimentos e morreram depois.

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