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Esquerda ironiza prisão de Ramagem pelo ICE após aliados bolsonaristas defenderem governo Trump | Collector
Esquerda ironiza prisão de Ramagem pelo ICE após aliados bolsonaristas defenderem governo Trump
Jornal O Globo

Esquerda ironiza prisão de Ramagem pelo ICE após aliados bolsonaristas defenderem governo Trump

Parlamentares da esquerda ironizaram a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL), detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) nesta segunda-feira. O ex-parlamentar estava foragido nos Estados Unidos desde o ano passado, quando deixou o Brasil ao ser condenado por envolvimento na trama golpista. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) criticou o que classificou como "incoerência bolsonarista" ao dizer que Ramagem, assim como outros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), "vive apoiando o ICE", mas agora foi preso pela organização por "estar ilegal" nos Estados Unidos. Na gravação, o parlamentar também citou o caso do empresário mineiro Esdras Jônatas dos Santos, investigado por envolvimento com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que também foi preso pelo ICE. Conforme o governo americano, Santos está sob custódia no Centro de Detenção do Condado de Glades, em Moore Haven, na Flórida. Também em um vídeo postado nas redes, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que a prisão do ex-parlamentar seria uma "ironia", uma vez que os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendem o governo do presidente americano Donald Trump. Na publicação, o petista também afirmou que, em novembro, pediu para que Ramagem fosse colocado na lista de procurados da Interpol e disse que, agora, espera que ele seja deportado para cumprir a pena no Brasil. "Ironia ou não, Alexandre Ramagem que disse estar seguro nos Estados Unidos acabou preso pelo ICE por estar em situação migratória irregular", escreveu a deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ). No post, a parlamentar também compartilhou a informação de que, cinco meses antes de ser detido, o ex-deputado afirmou que "se sentia seguro" nos EUA e que tinha "anuência do governo americano". (Matéria em atualização)

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