GloboNews
Famílias fecham rodovia em protesto contra mineradora, em Juruti Moradores da comunidade Pai Francisco, zona rural de Juruti, no oeste do Pará, interditaram, nesta segunda-feira (13), o tráfego na PA-192, em protesto contra a mineradora Alcoa por não ter indenizado famílias que moram na área, considerada a mais próxima da mina de bauxita. O movimento encerrou no fim da tarde com a liberação do tráfego. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp De acordo com a advogada Hevelyns Lira, que representa a família Fragata e outros moradores da comunidade Pai Francisco, a mineradora vem se negando a pagar as indenizações a que as famílias têm direito, por perdas e danos e a título de renda pela ocupação dos terrenos, em razão dos impactos causados pela exploração e beneficiamento da bauxita na Mina de Juruti. A advogada informou que a família Fragata ingressou na Justiça contra a Alcoa em 2014. A partir de 2023, quando ela assumiu a causa, todas as reuniões realizadas pela empresa com os comunitários têm contado apenas com a presença de representantes da área de relacionamento, sem avanços nas negociações. Por isso, os moradores decidiram realizar a manifestação. “Eles não são contra a mineradora; querem receber o que é direito deles. Se as comunidades do outro lado do rio foram indenizadas, por que eles não? Se existe um sistema de segurança necessário, por que não há aqui? Há relatos de anos atrás de pessoas que caíram em buracos. Aqui não existe muita sinalização, nem sirene”, disse a advogada. Operação na mina da Alcoa em Juruti, no oeste do Pará Ascom Alcoa/Divulgação Para Edson Fragata Junior, filho de um dos proprietários das terras ocupadas pela Alcoa, falta boa vontade por parte da mineradora. Ele conta que, em 2007, a Alcoa negociou com o pai dele um pedaço de terra de 50 metros de largura por 100 metros de comprimento, que seria usado para conduzir água de uma bomba, da frente do terreno até os fundos, para lavar a bauxita. “A Alcoa nos reconhece como proprietários daquela terra; existe, inclusive, nos autos, um documento de compra e venda. Mas a empresa tem nos ignorado desde 2014, e chegamos a um ponto em que não dá mais para esperar. Só queremos fazer valer os nossos direitos, que foram extremamente violados”, afirmou. No fim da tarde desta segunda, a Alcoa chamou representantes dos manifestantes para um reunião. Os manifestantes deram um prazo de 15 dias úteis para que a mineradora para dar uma resposta definitiva às reivindicações das famílias da comunidade Pai Francisco. Esclarecimento Em nota, a mineradora informou que a manifestação comunitária ocorrida no dia de hoje (13/04) na PA-192, Km 47, encerrou no início da tarde. Disse ainda que segue em diálogo com os comunitários e ressalta que "prioriza a escuta ativa das comunidades locais, atuando no território com premissas de uma mineração responsável". VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região
Go to News Site