Jornal O Globo
A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) divulgou nesta segunda-feira duas novas imagens da Lua feitas durante a missão Artemis II, a primeira viagem tripulada em direção à Lua em mais de 50 anos. A jornada, que durou dez dias e foi acompanhada por todo o mundo, terminou com uma reentrada e um pouso perfeitos da cápsula Orion no Oceano Pacífico, na noite de sexta-feira. A cápsula Orion pousou no Oceano Pacífico às 21h07, pelo horário de Brasília, perto da costa de San Diego, no estado americano da Califórnia, e os quatro tripulantes astronautas foram resgatados por equipes da Marinha dos EUA e da Nasa. Análise: Missão lunar da Artemis II reacende fascínio pelo espaço sideral e lembra o lugar da Humanidade no universo Após Artemis II, quando vai haver um pouso na Lua novamente? Nas fotos inéditas divulgadas hoje é possível ver a superfície lunar a partir do seu lado oculto, que nunca fica visível da Terra. Por horas, o comandante, Reid Wiseman, e os astronautas Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen colaram os olhos e câmeras nas janelas da cápsula Orion para observar de perto nosso satélite natural, com detalhes que nem as missões anteriores conseguiram. No histórico dia 6 de abril de 2026, a Artemis II bateu um recorde, o da mais longa jornada espacial tripulada. Foto do lado oculto da Lua capturada durante a missão Artemis II, da Nasa Divulgação/Nasa O ponto máximo de aproximação com a Lua ocorreu há uma semana, às 20h, pelo horário de Brasília, quando a Orion chegou a cerca de 6,5 mil quilômetros da superfície, imersa no tenso silêncio do blecaute de comunicações, já previsto para quando a espaçonave cruzasse o lado mais distante da Lua. Desde a Missão Apollo 17, em dezembro de 1972, humanos não chegavam tão perto de nosso satélite natural. Artemis II: De e-mail travado a sono 'de morcego', confira alguns 'perrengues' da missão rumo à Lua A segunda imagem divulgada nesta segunda-feira mostra ainda a cápsula Orion, com o logo da Nasa, e o nosso planeta visto a partir dela como um fino crescente azulado no escuro do espaço. A bordo da cápsula Orion, a tripulação coletou dados, registrou imagens e testou sistemas de suporte à vida durante a jornada de dez dias ao redor do satélite natural. Mas, para os astronautas, e para milhões de pessoas que acompanharam a missão a centenas de milhares de quilômetros de distância, a experiência foi além da ciência, despertando também reflexões sobre o lugar da Humanidade no universo. Foto da Terra e da Lua vistas a partir da cápsula Orion, durante a missão Artemis II Divulgação/Nasa Initial plugin text Durante seu histórico sobrevoo lunar, astronautas da missão Artemis II, da NASA, testemunharam meteoritos atingindo a superfície acidentada da Lua — um fenômeno raro e pouco documentado por observação direta em órbita. Segundo a Nasa, a equipe — que bateu o recorde de maior distância da Terra durante o sobrevoo — relatou um total de seis impactos de meteoritos na superfície lunar. As equipes em solo agora trabalham para cruzar essas observações com dados de um satélite em órbita da Lua, disse Young, acrescentando que a maioria dos registros ocorreu durante um eclipse solar, quando a Lua passou em frente ao Sol.
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