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Vídeos mostram bombardeios de Israel em Beirute e Tiro, no Líbano, em meio a cessar-fogo Embaixadores do Líbano e de Israel nos Estados Unidos vão se reunir nesta terça-feira (14), no Departamento de Estado dos EUA, em Washington, para iniciar negociações de um possível cessar-fogo entre os países. O embaixador dos EUA no Líbano, Michel Issa, será o anfitrião da reunião entre o embaixador israelense Yechiel Leiter e sua homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, segundo a Reuters. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Homem observa prédio alvo de ataque israelense em Tallet El Khayat, em Beirute, no Líbano, no dia 9 de abril de 2026 Raghed Waked/Reuters O encontro entre representantes dos dois países foi anunciado na sexta-feira (10), após uma conversa entre os embaixadores por telefone. O conflito entre Israel e o Hezbollah, grupo extremista libanês aliado ao Irã, é um desdobramento da guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro. Os ataques israelenses já mataram pelo menos 2 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O fim do conflito no Líbano é um dos pontos centrais na discussão de um cessar-fogo entre Washington, Tel Aviv e Teerã (veja mais abaixo). Israel se recusa a negociar com Hezbollah, que chama encontro de 'inútil' Diferentemente do governo libanês, que expressa disposição para iniciar negociações com Israel, o Hezbollah se opõe às tratativas. Em um discurso televisionado nesta segunda-feira (13), o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, pediu para o governo libanês cancelar a reunião desta terça, descrevendo-a como "inútil" e afirmando que seu grupo continuaria a confrontar os ataques israelenses ao Líbano. Na semana passada, a embaixada de Israel em Washington afirmou que as conversas constituiriam o início de "negociações formais de paz" e que o país se recusa a discutir um cessar-fogo com o Hezbollah. Na quinta-feira (9), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que tinha instruído seu governo a iniciar negociações de paz com o Líbano "o mais rápido possível". "As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano", disse Netanyahu em comunicado. O acordo de trégua anterior entre Israel e Hezbollah, celebrado em novembro de 2024, também ocorreu por intermédio de Washington. Esse acordo foi rompido em março deste ano, nos primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e Irã. Confronto entre Israel e Hezbollah continua Nesta segunda-feira (13), Israel atacou Bint Jbeil, importante cidade no sul do Líbano controlada pelo Hezbollah. Fontes libanesas afirmaram à Reuters que o grupo está disposto a lutar até a morte, citando a importância estratégica e simbólica da cidade. Um oficial militar israelense afirmou que o controle operacional total de Bint Jbeil deve ser alcançado em poucos dias e que apenas um pequeno número de combatentes permanece na área. Também nesta segunda, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que houve um ataque a um centro da Cruz Vermelha em Tiro, no sul do Líbano. A agência estatal libanesa disse que uma pessoa morreu, mas não identificou a vítima. O exército israelense afirmou ter realizado um ataque contra um "terrorista do Hezbollah" em Tiro e está investigando relatos de que o ataque teria causado danos a um centro da Cruz Vermelha. As Forças Armadas de Israel informaram também que um foguete do Hezbollah atingiu a cidade de Nahariyya, no norte do país. O Corpo de Bombeiros disse que o foguete atingiu um prédio residencial de três andares, enquanto o serviço de ambulâncias afirmou que uma mulher sofreu ferimentos leves causados por estilhaços de vidro na explosão, segundo a Reuters. Os ataques acontecem poucos dias após Israel realizar, na quinta-feira (9), o "maior e mais letal" bombardeio contra o Líbano desde a retomada da guerra contra o Hezbollah. Os bombardeios deixaram 254 mortos e mais de 830 feridos, segundo balanço das autoridades libanesas. Inclusão do Líbano é um dos principais impasses do cessar-fogo no Oriente Médio Fotos mostram estragos de bombardeios coordenados feitos por Israel contra o Líbano em 8 de abril de 2026. Reuters Os ataques entre Israel e Hezbollah continuam mesmo após os EUA e o Irã anunciarem na terça-feira (7) um cessar-fogo na guerra no Oriente Médio, que envolve EUA, Israel e Irã. A inclusão do Líbano é um dos maiores impasses do acordo. EUA e Israel afirmam que o país não está incluso por conta do grupo terrorista Hezbollah, financiado pelo Irã. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, alegou que a frente do conflito no Líbano não se aplica ao acordo, e foi defendido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, o Paquistão, que atua como mediador, e o Irã afirmam que a trégua inclui o Líbano e, portanto, proíbe ataques ao país durante o período de cessar-fogo. O Irã, inclusive, acusou Israel de violar o cessar-fogo e voltou a fechar o Estreito de Ormuz por conta disso, além de dizer que o país "pagará caro" e será "punido" se prosseguir com os ataques.
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