Folha de S.Paulo
Em "Travessia", Gabriela Mellão utiliza a estrutura de "A Balsa da Medusa" como dispositivo para expor um sistema que ainda opera pela lógica do descarte. Obra-prima de Théodore Géricault (1791-1824) e ícone do Romantismo francês, a pintura - hoje no acervo do Louvre - retrata o naufrágio de 1816 , fruto de negligência política, em que apenas 15 de 147 pessoas sobreviveram a 13 dias de horror. O espetáculo tensiona essa herança colonial com a paralisia ética do presente, substituindo o lirismo pela materialidade bruta do esforço. Leia mais (04/14/2026 - 11h00)
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