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Pré-candidata ao Senado diz que 'cabe' Aécio em chapa do PT em Minas | Collector
Pré-candidata ao Senado diz que 'cabe' Aécio em chapa do PT em Minas
Jornal O Globo

Pré-candidata ao Senado diz que 'cabe' Aécio em chapa do PT em Minas

A ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos (PT-MG), pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, declarou ser possível firmar uma aliança com o PSDB, do deputado federal Aécio Neves, para as eleições estaduais. Apesar da histórica rivalidade entre tucanos e petistas, Marília destacou que ainda há nomes a serem definidos na chapa majoritária. O desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é ter como pré-candidato ao governo em seu palanque o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que ainda não confirmou oficialmente se entrará na disputa. 'Responsabilidade dele': Edinho Silva rebate Galípolo por isentar Campos Neto no caso Master Leia: Lula dá entrevista após Datafolha mostrar empate com Flávio no segundo turno e diz que 'Faria Lima sempre vai querer outro candidato' — Tenho deixado essa questão do segundo nome (ao Senado) e do vice-governador para que o nosso candidato a governador defina, escolha o melhor leque de alianças para que nossa chapa se torne mais forte. Mas, na minha opinião, cabe (compor com o PSDB) — afirmou a ex-prefeita, nesta segunda-feira, antes de um evento de pré-campanha em Belo Horizonte, conforme informações da Itatiaia. Questionada sobre o fato da forte oposição de Aécio ao PT, Marília respondeu que "posicionamentos políticos se transformam", o que poderia fazer com que o tucano subisse no mesmo palanque do presidente. O tucano ainda não oficializou se irá tentar retornar ao Senado ou buscar a reeleição. — Assim como houve uma transformação da opinião do Rodrigo (Pacheco), que foi eleito com uma base de direita, mas que assumiu depois posições democráticas, avançadas e progressistas, isso também pode acontecer com qualquer outra liderança política — ressaltou. Procurado pelo GLOBO, Aécio ainda não respondeu sobre a possibilidade. À Itatiaia, a presidente do diretório mineiro do PT, deputada estadual Leninha, disse que a aliança ainda "não foi tratada", mas ressaltou que o histórico de rivalidade torna o ambiente desfavorável. Corrida eleitoral Em fevereiro deste ano, Pacheco se reuniu com Aécio em Brasília, conforme mostrou o GLOBO. A conversa tratou diretamente do posicionamento do PSDB em Minas e da possibilidade de convergência com o projeto político de Pacheco. À época do encontro, de acordo com relatos de interlocutores do deputado e do senador, o PSDB sinalizou que deve estar ao lado do senador independentemente do desenho final da disputa — seja com Pacheco candidato ao governo, seja apoiando o arranjo político que ele venha a integrar. Aécio e Pacheco não comentaram a reunião. Dentro da janela partidária, Pacheco deixou o PSD, que tem o atual governador Matheus Simões como pré-candidato, e migrou para o PSB, em um movimento visto por interlocutores como uma medida que o confere abertura para decidir se concorrerá ou não. Antes disso, Pacheco chegou a receber convites para outras duas legendas, mas, de acordo com interlocutores, concluiu que o PSB foi o único a oferecer “a casa arrumada” para recebê-lo, sem acumular divergências internas. Um dos partidos que chegaram a sondá-lo foi o MDB, que possui o ex-presidente da Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) como pré-candidato. Mais à direita, o PL atua para testar a viabilidade de uma candidatura própria encabeçada pelo empresário Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do estado (Fiemg). O favorito nas pesquisas até o momento, no entanto, é o senador bolsonarista Cleitinho (Republicanos).

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