Revista Oeste
O colunista Thomas Friedman, do New York Times , declarou estar "balançado" sobre a queda do regime iraniano. Em entrevista à CNN, o jornalista afirmou que, embora deseje a derrota militar de Teerã, teme que o desfecho beneficie o presidente norte-americano Donald Trump e o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu. Para Friedman, o fortalecimento desses líderes seria um problema maior do que a manutenção da ditadura islâmica. + Leia mais notícias de Imprensa em Oeste O jornalista classificou Trump e Netanyahu como "pessoas terríveis" e "supostos criminosos". Ele sustenta que ambos agem contra a democracia e prejudicam a imagem de seus países no cenário global. Por esse motivo, Friedman resiste em apoiar ações que resultem no fim do governo dos aiatolás, logo que o sucesso da operação daria capital político aos dois governantes. Ódio político acima da segurança As declarações de Friedman geraram reações imediatas entre diplomatas e analistas. O embaixador Mike Huckabee questionou o nível de "ódio doentio" necessário para torcer contra os Estados Unidos em um embate com um regime terrorista. Huckabee lembrou que, mesmo sem votar em Barack Obama, aplaudiu o ex-presidente pela eliminação de Osama Bin Laden. https://www.youtube.com/watch?v=taOO8GneMd0 Críticos apontam que o posicionamento do colunista reflete uma ala da esquerda que prioriza a disputa doméstica sobre a política externa. Para o editor Joel Pollack, a fala de Friedman expõe que parte dos democratas prefere a derrota militar norte-americana apenas para evitar uma vitória política de Trump. O regime e o impasse Friedman reconhece que o governo do Irã é "terrível para seu povo" e que a troca de comando melhoraria o Oriente Médio . Ele admitiu que o fim da ocupação iraniana no Líbano, Síria, Iraque e Iêmen seria ideal para a integração da região. No entanto, o colunista reafirmou que o dilema pessoal persiste devido ao seu desprezo pelos líderes de Washington e Jerusalém. A confissão do colunista do New York Times reforça a tese de que a militância jornalística nos Estados Unidos abandonou o interesse nacional. Ao colocar o futuro de Trump e Netanyahu à frente da destruição de um regime que mata milhares de pessoas, Friedman escanteia a liberdade do povo iraniano em nome de sua agenda partidária. Leia também: "Irã perde 60 aeronaves civis durante conflito" O post Colunista do NYT prefere ditadura do Irã ao ‘sucesso’ de Trump e Netanyahu apareceu primeiro em Revista Oeste .
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