Revista Oeste
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou um ofício ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado , senador Fabiano Contarato (PT-ES), mudando a composição do colegiado pouco tempo antes da votação do relatório final. As alterações adicionaram senadores do Partido dos Trabalhadores (PT) ao corpo do colegiado. A comissão vota na tarde desta terça-feira, 14, o relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) sobre a atuação do crime organizado no Brasil. Depois das mudanças de Alcolumbre, entram na composição do colegiado três senadores do PT, Teresa Leitão (PT-PE), Camilo Santana (PT-CE) e Beto Faro (PT-PA). O senador Marcos do Val (Avante-ES), ao chegar na CPI e perceber que tinha sido retirado da composição do colegiado, afirmou que as mudanças fazem parte de uma manobra do Governo Lula para "proteger o crime". "Brasil, o sistema ainda opera com muita força aqui. Só temos uma chance: as eleições deste ano. Reconduzam pessoas que se importem com o crime", bradou Do Val. "Estou aqui, estou presente na sessão como titular e agora no painel não aparece meu nome como titular. É um absurdo o governo presidir a CPI do Crime Organizado, sendo que ele é o crime. O PT vai virar um grupo narcoterrorista em breve." Veja as mudanças: Marcos Rogério (PL-RO) assumiu o posto de Welligton Fagundes (PL-MT); Esperidião Amin (PP-SC) foi designado suplente; Soraya Thronicke (PSB-MS) assumiu o posto de Jorge Kajuru (PSB-GO); Teresa Leitão (PT-PE) assumiu o posto de Sergio Moro (PL-PR); Beto Faro (PT-BA) assumiu o posto de Marcos do Val (Avante-ES); e Camilo Santana (PT-CE) assumiu o posto de Randolfe Rodrigues (PT-AP). Moraes, Toffoli e Gilmar em sessão no STF - 9/4/2026 | Foto: Foto: Antonio Augusto/STF A CPI do Crime Organizado reúne 11 membros titulares e sete suplentes e, desde o início, mantém uma composição favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) preside o colegiado. Relatório final da CPI pede indiciamento de ministros do STF e de Gonet O relator da CPI do Crime Organizado pediu o indiciamento, no relatório final dos trabalhos da comissão, dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, os três do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Os ministros do STF seriam indiciados no contexto da investigação acerca da fraude bilionária no Banco Master. Os nomes de Moraes e Toffoli apareceram logo no começo do escândalo. + Mais notícias de Política em Oeste O relatório destaca que as recomendações se baseiam em situações como suspeição em julgamentos, potenciais conflitos de interesse e decisões consideradas prejudiciais a investigações em curso. No caso de Gonet, a justificativa apresentada foi a omissão diante de sinais relevantes de irregularidades. Segundo o relatório, os ministros e Gonet cometeram crimes de responsabilidade previstos na Lei n° 1.079/1950 por ações e omissões no caso Master. Essas condutas são passíveis de impeachment no Senado . O post Alcolumbre muda composição da CPI do Crime Organizado antes da votação de relatório apareceu primeiro em Revista Oeste .
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